ECONOMIA

PIB deve crescer 2% em 2026, projeta CNI; indústria deve ter alta de 1,6%

Os bons números referentes ao primeiro trimestre contribuíram para a melhora das expectativas

Cinthya Oliveira/O Tempo
Publicado em 17/04/2026 às 17:43
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O Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2026 deve crescer 2%, projeta a Confederação Nacional da Indústria (CNI), de acordo com o Informe Conjuntural do 1º Trimestre, divulgado nesta sexta-feira (17). Anteriormente, a entidade acreditava que o crescimento seria de 1,8%.

Outra projeção reavaliada é sobre a performance da indústria neste ano. A CNI subiu de 1,1% para 1,6% a expectativa de alta da indústria em 2026. Os serviços e a agropecuária também tiveram as estimativas revistas para cima em relação às projeções feitas em dezembro do ano passado: de 1,9% para 2,1% e de 0% para 1,1%, respectivamente.

O levantamento também mostra um otimismo em relação ao o consumo das famílias, que deve subir 2% em 2026, uma alta de 0,7 ponto percentual frente ao ritmo de crescimento do ano passado - crescimento impulsionado pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e pelo crescimento da massa salarial.

Os bons números referentes ao primeiro trimestre contribuíram para a melhora das expectativas e, consequentemente, das projeções. “Os ajustes das projeções de crescimento da economia se devem especificamente a três fatores. O primeiro é o desempenho mais positivo do que o esperado para a indústria extrativa nos primeiros meses do ano, puxado pela produção de petróleo e de minério de ferro. O segundo é a contínua revisão da previsão para a safra, para a qual se previa queda; e o último fator é um melhor desempenho do setor de serviços”, explica o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles.

Por outro lado, o cenário deve continuar adverso para a indústria de transformação, projeta o documento. Internamente, os custos financeiros causados pelos juros se somam à queda da demanda por bens industriais, à alta das importações, ao encarecimento da mão de obra e ao aumento da carga tributária. 

Projeções para a indústria

A previsão é que a indústria extrativista continue puxando para cima os dados da indústria em 2026, especialmente o setor de petróleo, beneficiado pela guerra no Oriente Médio. A CNI reviu de 1,1% para 7,8% a projeção de alta do segmento.

Mas já em relação à indústria de transformação, as expectativas são tão boas, frente aos juros altos e à queda por bens industriais, ao encarecimento da mão de obra e ao aumento da carga tributária. Há ainda uma projeção de aumento nos preços de combustíveis e energia, impactando sobretudo o setor de transportes. Por isso, a expectativa para a indústria de transformação é um crescimento de 0,3% - diferente de 0,5% que havia sido projetado anteriormente.

Os serviços e a agropecuária também tiveram as estimativas revistas para cima em relação às projeções feitas em dezembro do ano passado: de 1,9% para 2,1% e de 0% para 1,1%, respectivamente.

A CNI também acredita que a arrecadação do governo federal deve subir 5,4% em 2026, especialmente por causa da alta no preço do barril de petróleo (importante lembrar que, além de recolher impostos, a União é a principal acionista da Petrobras) e pelo aumento na massa de rendimentos. 

O levantamento indica também que os sucessivos déficits e o alto patamar dos juros devem fazer o endividamento público saltar para 82,2% do PIB, ante 78,6% em 2025. O governo federal deve fechar o ano com déficit de R$ 61,3 bilhões (0,5% do PIB).

Fonte: O Tempo.

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