SEM ENERGIA

Pipas causam 185 apagões e deixam 45 mil consumidores sem luz no Triângulo

Cemig registrou 185 ocorrências na região entre janeiro e junho; em todo o estado, mais de 313 mil clientes foram afetados

Publicado em 17/08/2026 às 14:07
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Empinar pipas próximo à rede elétrica provocou 185 ocorrências e deixou 45.148 consumidores sem energia no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba entre janeiro e junho de 2026, segundo levantamento da Cemig.

Em toda a área de concessão da companhia em Minas Gerais, foram registradas 1.260 ocorrências relacionadas a pipas no primeiro semestre, afetando 313.224 clientes.

Apesar dos números ainda elevados, houve redução em relação ao mesmo período de 2025. Naquele ano, a Cemig contabilizou 1.338 ocorrências em Minas, que prejudicaram aproximadamente 398 mil consumidores. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, foram 139 ocorrências, com pouco mais de 20 mil clientes afetados.

Segundo a Cemig, as pipas estão entre as principais causas de interrupções no fornecimento de energia durante períodos de férias escolares e de ventos mais intensos.

O engenheiro do Centro de Operações da companhia, Jorge Magno, explica que muitos dos problemas poderiam ser evitados com medidas simples de segurança.

“As pipas fazem parte da cultura e das brincadeiras de muitas crianças e adultos, mas precisam ser empinadas em locais abertos, longe da rede elétrica.”

De acordo com o profissional, quando a linha entra em contato com os cabos de energia, pode provocar curtos-circuitos, desligamentos automáticos e acidentes graves, colocando em risco tanto quem está empinando a pipa quanto outras pessoas.

Cerol e linha chilena aumentam o risco

Além das interrupções no fornecimento, a utilização de cerol e linha chilena aumenta o risco de acidentes. Os materiais podem provocar curtos-circuitos, romper cabos e danificar equipamentos da rede elétrica.

Os problemas também podem atingir serviços essenciais, como hospitais, sistemas de abastecimento de água, semáforos, escolas e estabelecimentos comerciais.

Em Minas Gerais, a utilização e a comercialização de cerol e linha chilena são proibidas pela Lei Estadual nº 23.515/2019. A legislação prevê multas que podem chegar a aproximadamente R$ 289,45 mil em caso de reincidência.

Jorge Magno reforça que o risco não se limita à rede elétrica.

“O uso de cerol e linha chilena potencializa o risco de acidentes. Além de causar interrupções no fornecimento de energia, esses materiais colocam em risco ciclistas, motociclistas, pedestres e os próprios usuários.”

A Cemig orienta que as pipas sejam empinadas somente em locais abertos e afastados da rede elétrica. A companhia também alerta para que ninguém tente retirar pipas presas em postes, fios ou equipamentos de energia.

A recomendação é procurar um local seguro para a brincadeira e manter distância da rede elétrica para evitar acidentes e interrupções no fornecimento.

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