Um inquérito foi instaurado para apurar a conduta dos militares, conforme a Secretaria de Estado de Segurança Pública
Polícia Militar de São Paulo (Foto/Divulgação)
A Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo afastou 13 policiais militares envolvidos na ocorrência em que um homem foi carregado e jogado de uma ponte dentro de um rio. O caso foi registrado na madrugada desta segunda-feira (2) no distrito de Cidade Ademar, na zona da capital paulista.
A pasta informou que instaurou um inquérito para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. “Todos os policiais utilizavam câmeras operacionais portáteis, cujas imagens serão analisadas durante o processo de investigação”, frisou a Secretaria. Em nota, a Polícia Militar de São Paulo disse, apenas, que “reafirma seu compromisso com a legalidade e reforça que não tolera desvios de conduta”.
O caso
Um vídeo flagrou um policial militar jogando um homem do alto de uma ponte no bairro Cidade Ademar. As imagens mostram um militar levantando uma moto do chão. Em seguida, outros dois PMs se aproximam, enquanto o primeiro encosta o veículo perto da ponte. Um quarto policial chega logo depois, segurando um homem que vestia uma camiseta azul. Esse homem é arremessado pelo PM.
A vítima da ação policial não foi localizada após a ocorrência. No entanto, moradores da região afirmaram que o homem saiu vivo da água, mas com a testa sangrando. Ele teria batido a cabeça em uma pedra ao ser jogado. Na manhã desta terça-feira (3), o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, postou em suas redes sociais mensagem repudiando os casos recentes de violência policial.
"Anos de legado da PM não podem ser manchados por condutas anti profissionais. O policial não atira pelas costas em um furto sem ameaça à vida e não arremessa ninguém pelo muro. Pelos bons policiais que não devem carregar fardo de irresponsabilidade de alguns, haverá severa punição."
Já o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, o coronel Cassio Araújo de Freitas, disse, em entrevista à GloboNews, que em mais de três décadas de serviço nunca tinha visto uma cena tão chocante quanto o caso do homem que foi jogado da ponte por um PM durante uma abordagem. "Tenho 34 anos de serviço e não tinha visto algo parecido com isso", disse.
Fonte: O Tempo