Acervo histórico e fotográfico do jornal Lavoura e Comércio foi arrematado pelo governo municipal. O leilão judicial foi realizado ontem no Fórum Melo Viana. Com a arrematação, toda a história do periódico que circulou durante 104 anos será encaminhada ao Arquivo Público de Uberaba. Somente a coleção histórica totaliza 27.500 edições encadernadas em 227 volumes.
Este acervo inclui todas as edições, contendo o primeiro exemplar, datado de 6 de julho de 1899, até a última edição, que circulou no dia 23 de outubro 2003. O lote estava avaliado em R$500 mil, porém foi arrematado pelo valor de R$150 mil. Já o acervo fotográfico do jornal, composto de aproximadamente novecentas mil fotografias - todas devidamente acondicionadas -, cujo lote estava avaliado em R$200 mil, foi leiloado por R$30 mil. De acordo com o leiloeiro oficial, José Antônio Rodovalho Júnior, o leilão judicial ocorreu com tranquilidade. Os dezenove lotes oferecidos no edital divulgado pelo juiz João Rodrigues dos Santos Neto, titular da Vara Empresarial, Execuções Fiscais de Títulos e de Registros Públicos, totalizava pouco mais de R$770 mil. Além dos dois lotes arrematados pela Prefeitura de Uberaba, também foi leiloada uma motocicleta, pelo valor de R$1.750. Não foi divulgado o nome do comprador. O procurador-geral Paulo Salge, responsável por representar o município no leilão judicial, avalia a arrematação como positiva para Uberaba. Para ele, a compra dos acervos mostra uma atitude positiva do prefeito Paulo Piau (PMDB). “Ele se sensibilizou em manter a chama acesa da história de Uberaba.” Ele também explica que o pagamento dos acervos será feito em oito parcelas que deverão começar a ser quitadas a partir de 2014. Para o secretário de Administração, Carlos Bracarense, a aquisição é de grande valia para a comunidade uberabense. “Tornar de posse pública aquilo que é publico”, afirma. Ainda segundo ele, todo o acervo será encaminhado ao Arquivo Público. De acordo com a superintendente do Arquivo Público, Marta Zednik Casanova, ao receber o material, o órgão irá dar início ao restauro e digitalização, “disponibilizando-o para consulta aos historiadores, pesquisadores, instituições de ensino e comunidade uberabense, fortalecendo assim o direito pleno à cidadania no que se refere à Lei de Acesso à Informação”.