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Presidente da ALTM analisa perfil do homem e do profissional

O colunismo social é parte integrante dos traços históricos de Uberaba e aqui vive e sobrevive como em raras cidades brasileiras

Jorge Nabut
Publicado em 07/09/2014 às 14:46Atualizado em 17/12/2022 às 03:48
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Traços do perfil de Paulo Silva

O colunismo social é parte integrante dos traços históricos de Uberaba e aqui vive e sobrevive como em raras cidades brasileiras. Identificado com o gosto pelas tradições – embora haja quem o chame de conservadorismo, talvez se esquecendo do perfil cultural da sociedade –, o colunismo social em nossa cidade vai muito além do público-alvo – socialites e outros da classe A, como profissionais liberais, por exemplo - para atingir uma plateia muito mais ampla, que tem o notável gosto pela leitura, sem distinção de cor ou classe social, envolvendo políticos, funcionários públicos, servidores da indústria e do comércio, domésticas e tantos mais.

Paulo Silva é parte integrante deste processo de comunicação que marca a imprensa uberabense, por décadas e décadas.

Atuando no discreto (já sem Joel Loes e César Vanucci) Correio Católico, onde exerceu outras atividades, além de colunista, Paulinho ganhou visibilidade com a transformação daquele órgão em Jornal da Manhã. Por mais de uma década elegeu o Broto do Ano e a Elegante do Ano, e cuja eleição era publicada no dia 31 de dezembro. Também por anos foi o apresentador da Menina Moça, no salão do Jockey Club, festa organizada pelo Lions Club de Uberaba, com grande repercussão nos meios sociais.

Por um bom tempo esteve envolvido com atividades teatrais da cidade. Foi colaborador ativo na criação do TEU (Teatro Experimental de Uberaba) e na sua construção, na primeira sede, na rua Alaor Prata, chegando a participar da montagem de alguns espetáculos, num período em que a cena teatral vivia em plena ebulição.

Embora lidando num segmento de grande projeção na sociedade, Paulinho sempre foi discreto, onde quer que estivesse. E assim foi após deixar o Jornal da Manhã, quando passou a se dedicar exclusivamente à família. E seu falecimento, assim como tinha sido o de Netinho (Ataliba Guaritá Neto), faz com que o colunismo social volte a merecer notoriedade no grande círculo social e a oferecer material consistente para os pesquisadores e revisores do comportamento de nossa sociedade.

(*) Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro; jornalista, colunista e escritor

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