Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Newton Lima Neto, visitou o Hospital de Clínicas da UFTM para inauguração do contêiner data center do complexo hospitalar. Na oportunidade, ele recebeu representantes dos técnico-administrativos da Ebserh em greve e do Sindicato Local dos Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra) para discutir pautas de reivindicações.
Segundo o delegado local do Sindicato Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço público Federal (Sindsep-MG), Gustavo Santana, a greve se deve ao fato de a empresa ter efetuado mudanças unilaterais no texto redigido pela comissão de redação, após inúmeras negociações em torno do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016.
O delegado avalia que a retomada do diálogo para o encerramento das negociações é primordial para evitar a paralisação. “O presidente aceitou o pedido de diálogo. A atual diretora da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e Sindsep-MG, Jussara Griffo, enviou o ofício convocando para esta mesa de conciliação e agora aguardamos a resposta da empresa. Enquanto isso, o movimento paredista no HC continua, previsto para iniciar na próxima quarta-feira, dia 30”, esclarece.
Gustavo Santana lembra que um dia antes do presidente da empresa vir à Uberaba, ele divulgou comunicado informando que, após a recusa do Condsef em assinar o acordo no dia 23 de setembro, com proposição de ampliação do movimento grevista, restou à Ebserh ajuizar dissídio coletivo para que a corte trabalhista arbitre. Além disso, informou que, embora respeite o direito de greve, é dever da empresa descontar os dias não trabalhados dos grevistas, nos termos da legislação vigente.
De acordo com o delgado, não há um controle assíduo do ponto dos funcionários e muitos trabalham além do permitido. “Se houver o corte do ponto, será mais um motivo para que os funcionários recorram à Justiça para a contabilização das horas trabalhadas, conforme legislação trabalhista. Mas esse movimento para regularização das horas trabalhadas por vias judiciais é nacional e tem gerado desconforto, sobretudo aos profissionais da assistência”, finalizou.