Para o diretor do Foro do Trabalho em Uberaba e juiz titular da 4ª Vara, Flávio Vilson da Silva Barbosa, a cobrança é legítima
Para o diretor do Foro do Trabalho em Uberaba e juiz titular da 4ª Vara, Flávio Vilson da Silva Barbosa, a cobrança é legítima e deveria ter ocorrido há mais tempo. Porém, ele afirma que a Justiça do Trabalho vem sofrendo constantes perdas nos últimos anos, cujas principais deficiências só podem ser sanadas pelo Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região (TRT3). Segundo ele, a legislação criou novas varas em diversas cidades, inclusive em Uberaba, mas não criou o número de cargos de servidores necessário, sendo que houve um remanejamento dos que já atuavam.
Para um funcionamento razoável, o juiz afirma que seriam necessários 11 servidores por vara, mas Uberaba conta com apenas sete. Por outro lado, entram, em cada vara, uma média de 2.400 novos processos por ano. Barbosa ressalta que, desde que a 4ª Vara da comarca foi criada, há pelo menos dois anos e meio, vem pedindo que o Tribunal Regional envie novos servidores e juízes auxiliares para garantir a celeridade dos processos, mas até o momento os pedidos não foram atendidos e não há previsão para esta destinação.
Para o magistrado, realmente é absurda a situação em que chegou a Justiça do Trabalho em Uberaba, visto que uma causa trabalhista deveria ser resolvida em até seis meses. “Os advogados têm razão no inconformismo, pois não funciona. Porém, não há muito o que o juiz fazer. Os servidores estão trabalhando sem ganhar hora extra, porque são comprometidos com as suas funções. Torço para que isso obrigue a administração do Tribunal a tomar alguma providência, pois o que está ao alcance dos juízos nós fazemos, mas não conseguimos milagres. Não depende só de nós”, reforça.
A reportagem entrou em contato com o Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região para comentar sobre as deficiências apontadas, mas nenhum posicionamento foi enviado até o fechamento desta edição.