GERAL

Procon recebe denúncia de golpe contra estudantes

Várias denúncias foram feitas ao órgão; em algumas situações, de acordo com os denunciantes, o curso não existia

Geórgia Santos
Publicado em 19/09/2014 às 08:13Atualizado em 17/12/2022 às 03:37
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Procon alerta consumidores, principalmente pais de alunos, quanto à comercialização de cursos nas escolas da rede municipal e estadual de Uberaba. Várias denúncias foram feitas ao órgão de Defesa do Consumidor. Em algumas situações, de acordo com os denunciantes, o curso não existia, e em outras, a pessoa era enganada, pois os vendedores afirmaram que o aluno havia sido selecionado e por isso pagaria um valor bem mais em conta, enquanto que na verdade todos pagaram a mesma quantia.

Segundo a coordenadora do Procon, Eclair Gonçalves, os vendedores procuram as escolas oferecendo propostas de cursos e livros. Entregam aos alunos que são jovens e não têm a capacidade de analisar documentos uma espécie de contrato para que seja apresentado aos pais. O Procon teve acesso a esse contrato, que consta o nome do aluno, o tipo de curso, livros e sem carga horária, também não tem o período do contrato e não há a assinatura da pessoa que responde pela empresa. Os pais, ao receberem esse contrato, sem conhecimento, assinam e, para que seja feito o pagamento em parcelas, informam o número do cartão de crédito.

“A modalidade da oferta também é enganosa, pois essas pessoas dizem aos alunos que eles foram selecionados e por isso pagariam mais barato, enquanto que o valor para todos era de até R$1.800. Esse aluno que foi selecionado pagaria apenas R$800. Entretanto, quando chegam ao local onde serão ministradas as aulas, descobrem que todos que estão ali pagaram o mesmo valor. Uma prática enganosa para atrair as pessoas”, explica Eclair.

Além dessa situação, alguns cursos não existem. Segundo a coordenadora, consumidores que procuraram o Procon alegaram que contrataram o serviço, pagaram algumas parcelas, mas não obtiveram informações da existência e de onde estão sendo realizados ou a origem desses cursos. “Inclusive, vamos procurar a Secretaria Municipal de Educação e a Superintendência Regional de Ensino e alertar os responsáveis sobre essa situação, para que orientem diretores e professores para coibir esse tipo de prática”, afirma.

Alguns processos administrativos foram instaurados no Procon, entretanto, em algumas situações corre-se o risco de não se obter resultado, diante da dificuldade de manter contato com esses empresários. Portanto, Eclair pede cuidado e muita análise ao assinar um contrato. “As pessoas podem pensar, naquele momento, que se trata de um acordo seguro, quando na verdade não o é. Portanto, não assinem sem conhecer a idoneidade e o local onde essa empresa está instalada”, alerta.

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