GERAL

Produção de milho registra alta

Último levantamento da Conab comprova que a produção brasileira do grão em 2013 será de 78 milhões de toneladas

Janaína Silva
Publicado em 04/07/2013 às 00:35Atualizado em 19/12/2022 às 12:10
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Expectativa de boa safra de milho do último ano e de melhora para 2013 fez com que o produto no mercado e, com isso, todos os subprodutos em que ele se transforma, desde a ração animal à carne bovina e suína, diminuíssem de preço. “Quando se tem grande safra e a lei da oferta e da procura é boa, acaba diminuindo o preço”, relatou o secretário municipal de Agricultura e Pecuária, Danilo Siqueira.

Os produtos que dependem da chuva, do sol, da insolação e da logística para ser colocados na mesa do produtor, na prateleira para vender, estão subordinados a muitas variáveis que influenciam diretamente nos preços. Foi isso que aconteceu com o tomate nos últimos seis meses. “Todo ano esse fato pode acontecer com o tomate, o pepino, o melão. O tomate é um produto utilizado em todos os pratos brasileiros. Quando a gente vai fazer uma salada, a primeira coisa que vem à mente na hora das compras é o tomate. E a pouca oferta do produto no mercado fez com que o preço aumentasse. Ao mesmo tempo tinha subido o preço do óleo diesel, que influencia no valor do transporte. Isso fez com que o tomate ficasse mais caro ainda”, disse Siqueira.

Para que o sufoco vivido nos últimos meses não se repita, os produtores de milho investiram. O último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprova que a produção brasileira do grão em 2013 será de 78 milhões de toneladas, o que corresponde ao aumento de 7,5% em relação ao ano passado. Na região de Uberaba, a previsão de colheita, feita pelo Conab, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Secretaria Municipal do setor é de 60 sacas de milho por hectare.

Para organizar essa quantidade de produtos plantados e atender à procura de todos os itens, um planejamento está sendo feito. O secretário explicou como será implantada essa proposta. “Se eu estiver observando os folhosos, por exemplo, como alface, couve e repolho, e verificar que se deixou de plantar um tipo desses produtos, posso verificar qual deles está vendendo mais ou menos sementes e fazer um controle. Hoje não consigo medir, ainda, mas estamos fazendo com que num futuro próximo essa planilha seja montada. Se os produtores forem organizados, planejar o plantio efetivamente, teremos uma democratização de produtos na cesta, o que vai refletir na equalização do preço mais pra frente”, concluiu.

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