O promotor de Justiça do Patrimônio Público, João Vicente Davina, requereu cópia da gravação da sessão legislativa onde o vereador Marcelo Machado Borges, Borjão (DEM), insinuou que oito parlamentares teriam recebido vantagem financeira para votar favoravelmente ao projeto que autorizou a construção de cemitérios particulares em Uberaba. A solicitação foi feita logo após a vereadora Denise Max (PR) pedir providências sobre o assunto ao Ministério Público.
Logo após expedir o ofício requerendo a gravação, o promotor entrou de férias e retornará somente no início do mês de maio. Somente após este retorno ele poderá se posicionar sobre a polêmica declaração e tomar algum tipo de medida.
Além disso, a demanda da vereadora foi anexada em outro procedimento, aberto pelo órgão. Nele, o promotor requereu a abertura de concorrência para a implantação do cemitério-parque no município, por meio de uma recomendação emitida à Prefeitura de Uberaba. Logo em seguida a PMU anulou procedimento realizado no ano passado para chamar empresas interessadas em construir cemitério-parque e anunciou abertura de licitação para selecionar a firma que implantará o projeto. O MP ainda aguarda a publicação do edital do processo licitatório.
Na ocasião, Borjão disse que o prefeito Paulo Piau (PMDB) teria insinuado que a conduta de oito vereadores (Borjão entre eles) foi suspeita ao votarem a matéria do cemitério-parque. O chefe do Executivo negou que tenha feito qualquer tipo de referência a quem quer que fosse. Na Câmara Municipal de Uberaba, a denúncia do vereador democrata acabou arquivada pela Comissão de Ética.