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Promotor pode livrar suspeito do assassinato de Stacciarini

Ministério Público quer o arquivamento do inquérito policial que indiciou o zootecnista Djalma Ferreira Bessa pelo assassinato do empresário e ex-dirigente classista Antônio Alberto Stacciarini

Daniela Brito
Publicado em 28/02/2015 às 22:00Atualizado em 17/12/2022 às 01:14
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Ministério Público quer o arquivamento do inquérito policial que indiciou o zootecnista Djalma Ferreira Bessa pelo assassinato do empresário e ex-dirigente classista Antônio Alberto Stacciarini, até que surjam novas provas para o prosseguimento das investigações. O pedido, assinado pelo promotor de Justiça Laércio Conceição Lima, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal e de Defesa dos Direitos Humanos, está baseado na insuficiência de provas que ligam o suspeito à morte do empresário, ocorrida em 2 de abril de 2011.

Na manifestação, de 46 páginas, o promotor faz toda a retrospectiva do crime, de forma detalhada, desde a noite anterior à morte do empresário até a descoberta do corpo por familiares. Ele leva em consideração os laudos da perícia e até as informações obtidas na necropsia. Também confronta horários de ligações telefônicas e depoimentos de testemunhas e de outros suspeitos para concluir que o indiciamento do zootecnista pelo delegado Alexandre Oliveira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Belo Horizonte, foi feito com base em provas circunstanciais e presunções. Entre eles, testemunhos de funcionários da fazenda da vítima – que nutriam sentimento de ódio contra o indiciado – e outro homem, proprietário de uma fazenda vizinha, que teria dito que o suspeito e vítima tinham um relacionamento homoafetivo, embora não tenham sido comprovadas tais alegações ao longo das investigações.

Para ele, a atitude da autoridade policial foi, “no mínimo”, antiética ou irresponsável. “Não há nos autos indícios suficientes, fortes e veementes que autorizem a deflagração de uma ação penal contra o indiciado e uma futura sustentação em juízo para a decisão condenatória”, destacou.

Laércio também descartou um possível crime de latrocínio (roubo seguido de morte) ou de lavagem de dinheiro ou sonegação fiscal, praticado por Djalma, após análise da quebra do sigilo bancário dele – que restou inconclusiva. Para o MP, o crime foi praticado às escondidas, sem testemunha presencial ou imagens de câmeras.

Agora, o pedido será apreciado pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal, que ontem afastou o segredo de Justiça, decretado nos autos, conforme solicitação feita no dia anterior pelo MP.

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