GERAL

Proposta não agrada e bancários ameaçam entrar em greve dia 30

A última rodada de negociação aconteceu na manhã de sexta-feira, 19, apesar de que o encontro deveria ter sido realizado em 11 de setembro

Geórgia Santos
Publicado em 23/09/2014 às 01:02Atualizado em 17/12/2022 às 03:33
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Bancários recebem proposta que não contempla a categoria e reafirmam a possibilidade de greve para esta semana. A última rodada de negociação aconteceu na manhã de sexta-feira, 19, apesar de que o encontro deveria ter sido realizado no dia 11 de setembro, mas foi adiado pelos banqueiros. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Mauricio de Sousa, mesmo com um prazo maior, a proposta não agradou à categoria.

As negociações estão sendo conduzidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e o sindicato local da categoria deve seguir as orientações, caso seja decidido em assembleia convocar os trabalhadores para paralisação, assim como vem acontecendo em todos os anos. “Queremos reajuste de 12,5%, referentes à inflação, e mais 5,7% de ganho real. E nesta última rodada nos apresentaram uma proposta que não contempla o mínimo que reivindicamos; ofereceram-nos 7% de reajuste e 7,5% no piso salarial. O indicativo do comando de negociação é de que essa proposta não será aceita”, explica o presidente do sindicato, ressaltando que os índices não são acumulativos, portanto nenhum bancário receberá mais que 7,5% de reajuste salarial.

A proposta será apresentada em assembleia, no dia 24 de setembro, para que os trabalhadores decidam pela aprovação ou não dos índices. Em caso de rejeição, poderá ser deflagrada greve a partir do dia 30 de setembro – os bancários possuem cinco dias para apresentar outra proposta – ou poderão partir para mais uma rodada de negociação, pois neste último encontro os banqueiros não fecharam as portas e se colocaram à disposição para novas reuniões. “Acredito na rejeição da proposta e que vamos realizar nova rodada; caso essa seja reprovada, vamos partir para a greve”, afirma.

Além das reivindicações salariais, a categoria pede o fim das terceirizações, combate às metas abusivas e ao assédio moral, inclusive aos trabalhadores que adoecem por conta dos serviços exaustivos, sempre preocupados em atingir as metas estabelecidas. Também pedem o fim da rotatividade. Somente no primeiro semestre de 2014 aconteceram 20 mil demissões e 17 mil contratações. A ação imposta pelos banqueiros visa a ter mais lucro, demitindo um funcionário com salário de R$4 mil, por exemplo, para contratar outro, oferecendo apenas R$1,8 mil, média salarial da categoria.

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