Segundo o secretário de Saúde, Fahim Sawan, hoje o Hospital Dr. Hélio Angotti realiza muito mais procedimentos do que está pactuado com o SUS e não recebe por todos eles, embora aceite donativos. Se hoje a instituição contasse apenas com o recurso do Governo Federal, seriam cerca de R$ 13 milhões de custeio anual para o hospital, porém, com as doações, que são de R$ 8 milhões, os números melhoram um pouco. Mesmo assim, a conta não fecha, pois o custeio total chega a R$ 24 milhões por ano. Isso acontece porque a tabela do SUS é incompatível para pagar todos os procedimentos. Vale lembrar que outros hospitais da região tiveram de fechar as portas justamente porque o custeio era mais alto do que o que recebiam.
Por outro lado, além de levar o assunto ao Ministério da Saúde, o secretário entende que é hora de fazer mobilizações, convocando empresas e voluntários para que ajudem nesta causa. “As pessoas precisam entender que é preciso dar a nossa contribuição, pois não há substituto na região nem no Estado para esses atendimentos”, finaliza Fahim.