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Segundo brasileiro detido por tráfico na Indonésia foi executado nesta tarde

O fuzilamento aconteceu na madrugada de quarta-feira, pelo horário local de Jakarta. Gularte pediu para ser enterrado no Brasil

Publicado em 28/04/2015 às 16:07Atualizado em 17/12/2022 às 00:22
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Foto/Reprodução

De acordo com informações da emissora TV One e o diário “Jakarta Post”, o brasileiro Rodrigo Gularte foi executado na madrugada de quarta-feira (29) na indonésia (tarde de terça-feira no Brasil). A informação foi confirmada pelo advogado do condenado à BBC.

Gularte estava preso na indonésia desde 2004, quando foi detido por tráfico de drogas ao tentar com 6 quilos de cocaína escondidos dentro de pranchas de surfe. Em 2005 ele foi condenado à morte por fuzilamento. Outros sete condenados foram executados com Gularte, sendo três nigerianos, dois australianos, um ganaense e um indonésio.

O brasileiro pediu à família para que fosse enterrado no Brasil. Inicialmente, o corpo de Gularte seria cremado na Indonésia e suas cinzas levadas para Curitiba (PR), local de seu nascimento. Por causa dos trâmites de translado, a chegada do corpo para o enterro deve demorar algumas semanas.

A defesa do condenado argumentou que ele sofria de esquizofrenia e não tinha real noção do que lhe acontecia. As leis indonésias não permitem o fuzilamento de doentes mentais.

Contudo, o governo daquele país entendeu que Gularte tinha plena consciência de seus atos no momento em que praticou o crime. A Procuradoria Geral indonésia chegou a examiná-lo, mas o resultado não foi divulgado.

Mesmo depois de reiterados pedidos da presidente Dilma para que a execução não fosse feita, Rodrigo já é o segundo brasileiro fuzilado pelo mesmo crime no país. O primeiro foi Marco Archer Cardoso Moreira, que também cumpria pena por tráfico de drogas.

Sobre o fuzilamento

O protocolo de execução na Indonésia consiste em amarrar o preso a uma estaca. Ele pode escolher se prefere ficar em pé, sentado, ajoelhado, além de ter a opção de ser vendado ou não. Rodrigo Gularte seguia o protocolo, que inclui o uso de uma camiseta branca com um “X” preto ao meio para facilitar a mira dos atiradores, que recebem conforto espiritual antes dos disparos.

O comandante do pelotão, depois, levanta uma espada, que indica que os atiradores devem ficar em posição e mirar. Ao abaixá-la, então, os atiradores disparam. Eles ficam a uma distância de cinco a dez metros do condenado.

Ao todo, são doze atiradores por fuzilado, sendo que somente três deles têm suas armas carregadas com projéteis – as demais são munidas de festim, de forma a não ser identificado de onde veio o tiro fatal.

No campo aberto, ainda, ficam médicos (que atestam o óbito), religiosos e policiais. Uma vez identificada a morte, o corpo é limpo, vestido (geralmente com terno) e colocado em um caixão dentro de uma ambulância.

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