GERAL

Servidores da Educação estadual fazem paralisação e ato em BH

Trabalhadores estão cobrando o cumprimento de acordo que se transformou em lei quanto a reajustes para se chegar ao piso nacional dos professores

Thassiana Macedo
Publicado em 04/02/2016 às 07:53Atualizado em 16/12/2022 às 20:13
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Foto/Arquivo/JM

Maria Helena Gabriel, coordenadora regional do Sind-UTE, diz que vários outros pontos serão cobrados do governador

Trabalhadores estão cobrando o cumprimento de acordo que se transformou em lei quanto a reajustes para se chegar ao piso nacional dos professores

Educadores e demais profissionais da rede estadual de ensino em Minas Gerais vão realizar mais uma paralisação. A medida é um protesto contra o governo do Estado, que ainda não cumpriu as propostas firmadas com a categoria. O Sind-UTE está mobilizando cerca de 20 servidores de Uberaba a se juntar às caravanas que seguirão hoje para Belo Horizonte para participar do ato que ocorrerá amanhã, dia 5, às 9h, na Cidade Administrativa.

Para a categoria, este seria o momento de colher os frutos das conquistas alcançadas com a Lei do Piso nº 21.710/15, sancionada em 30 de junho, pelo governador Fernando Pimentel. Segundo a coordenadora do Sind-UTE em Uberaba, Maria Helena Gabriel, a mobilização é motivada pelas ações do governo, que escalonou o pagamento dos professores e ainda não cumpriu o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional com o reajuste de 11,36%, retroativo a janeiro de 2016, conforme acordo feito com a categoria. Porém, a folha de pagamento do mês de janeiro já foi feita e o reajuste do piso salarial não foi aplicado.

Além disso, Maria Helena alerta que o ato também visa pressionar o governo quanto ao pagamento do mês de janeiro que é devido aos ex-efetivados da Lei 100. “Os professores trabalharam até dia 31 de dezembro de 2015, portanto é direito deles receber o mês de “aviso prévio”. Nenhuma outra firma deixa de pagar seus funcionários. Além disso, queremos que o governo observe as questões dos adoecidos da Lei 100. Muitos profissionais adoeceram. Há aqueles que estão sem licença saúde e sem demissão, mas como eles ficam agora?”, ressalta a sindicalista.

A coordenadora destaca ainda que o governo também disse que só em março vai continuar nomeando servidores aprovados no concurso de 2011 e 2015. “Queremos que o Estado agilize essas nomeações, pois ainda há muitos concursados para serem colocados nas vagas e o governo está querendo jogar esse processo para março. Tudo isso será cobrado do governador no ato a ser realizado na Cidade Administrativa”, reforça.

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