A medida alcança funcionários das Justiças Federal e do Trabalho, sendo que os servidores da Justiça Eleitoral também participam das manifestações
Foto/Divulgação
Servidores do Poder Judiciário da União, lotados em Uberaba, estão em greve. A medida alcança funcionários das Justiças Federal e do Trabalho, sendo que os servidores da Justiça Eleitoral também participam das manifestações. As paralisações de horas de trabalho começaram no último dia 8 e a greve por prazo indeterminado foi deflagrada no dia 15.
Segundo a servidora Liliam de O. Lyrio Stábille, representante do comando de greve, essa luta se reveste da maior Justiça, uma vez que os trabalhadores estão sendo desrespeitados pelo Governo Federal em razão das perdas salariais. “Estamos buscando apenas o direito ao reajuste salarial de uma inflação que foi apurada até 2009. Para se ter uma ideia, o percentual de janeiro de 2006 a maio deste ano chega a 72,69%, mas ainda estamos lutando por um plano que previu a inflação até 2009. Só que como ele nunca foi aprovado pelo Poder Legislativo, também já está muito velho e desatualizado. Quando ele for aprovado, já estará defasado, pois estamos lutando desde 2009 por este reajuste”, explica.
São nove anos de perdas salariais, que acarretam vencimentos muitos rebaixados em relação aos cargos assemelhados dos Poderes Executivo e Legislativo. Para serem atendidos de forma justa, Liliam Lurio ressalta que os servidores deveriam entrar com outro projeto mais atualizado, a fim de corrigir a inflação de mais sete anos. “Quando observamos os vencimentos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o que notamos é que os nossos salários estão sempre mais baixos nas tabelas, de 50% a até 100% menores”, ressalta a servidora.
Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 28 de 2015, que tramita no Senado e visa garantir a recomposição salarial dos servidores, deve ser apreciado no próximo dia 30 de junho e caravanas do país inteiro, inclusive um grupo de Uberaba, seguirão para Brasília a fim de acompanhar a votação.
A maioria das Varas baixou portarias objetivando a suspensão dos prazos, já que todos os servidores estão paralisados por tempo indeterminado. Apenas os serviços essenciais serão mantidos, conforme portaria especial, para a garantia de atividades como medidas judiciais urgentes, dando prioridade ao serviço de protocolo, à realização de audiências e à expedição de alvarás.