Desde o início da paralisação dos servidores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), no dia 5 de outubro, categoria reclama que nenhuma proposta concreta foi apresentada para atender a pauta de reivindicações. Em algumas cidades, o atendimento à população está reduzido a 30%, percentual mínimo exigido por lei, em razão da mobilização de servidores.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Servidores do Ministério Público (Sindsemp-MG), Eduardo Maia, a greve completou dois meses e já é considerada a mais longa da história, mas a Procuradoria Geral de Justiça ainda não tomou nenhum posicionamento no sentido de encerrar a paralisação e promover a retomada das funções institucionais, essenciais à Justiça. “Não tivemos alternativa, senão parar, frente ao desrespeito com nossa classe. O número de grevistas pode ainda aumentar, à medida que os servidores forem tomando conhecimento das desigualdades que ocorrem na instituição”, ressalta o dirigente.
Eduardo Maia destaca que hoje, aproximadamente 60%, dos três mil servidores de todo o estado, estão parados esperando pela reposição inflacionária dos seus vencimentos, conforme data-base prevista constitucionalmente; jornada adequada de trabalho; plano de saúde para o trabalhador do MPMG; e por maior diálogo com Administração Superior, bem como pelo julgamento do Mandado de Segurança Coletivo contra o corte de ponto dos servidores, ameaçados de não receberem seus salários em janeiro de 2016, em tramitação desde 10 de novembro deste ano.