Tribunal do Júri absolveu ontem Orlando Rodrigues Barcelos de Oliveira, vulgo “Languinho”, por homicídio qualificado do pedreiro Paulino Humberto da Silva. No entanto, réu foi condenado a um mês pelo crime de ameaça praticado contra a mãe da vítima, a dona de casa Silvana Leandro de Oliveira. Este foi o último júri popular do mês de maio no Fórum Melo Viana.
O julgamento, presidido pelo juiz Fabiano Garcia Veronez, da 2ª Vara Criminal, durou mais de dez horas, tendo em vista o número de testemunhas que prestaram depoimento. Foram cinco testemunhas, sendo uma pela acusação e outras quatro pela defesa.
O advogado Tiago Leonardo Juvêncio utilizou como estratégia de defesa a negativa de autoria. Já a acusação, exercida pelo promotor de Justiça Roberto Pinheiro da Silva Freire, buscava a condenação do réu.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, por maioria, reconheceu que o réu não foi o responsável pela morte do pedreiro, porém condenou “Languinho” por ameaça. “Conseguimos a absolvição com muito trabalho e esforço”, comemorou o advogado. Quanto à decisão, ainda cabe recurso junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A vítima teria sido linchada após ser confundida com um primo, acusado de um suposto estupro contra uma menor, de 13 anos. Paulino chegou a ser socorrido, mas quatro dias depois veio a óbito no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) em virtude de traumatismo craniano.