GERAL

Tribunal absolve pedreiro que matou o irmão após ser agredido

Tribunal do Júri absolveu o pedreiro Clarindo Benedito Andrade, acusado de matar o irmão, o também pedreiro João Francisco Andrade

Daniela Brito
Publicado em 04/06/2015 às 21:25Atualizado em 16/12/2022 às 23:52
Compartilhar

Tribunal do Júri absolveu ontem o pedreiro Clarindo Benedito Andrade, acusado do assassinato do próprio irmão, o também pedreiro João Francisco Andrade. O crime ocorreu em uma residência no bairro Recreio dos Bandeirantes em maio de 2005. O julgamento teve início às 9h e praticamente duas horas depois foi encerrado no Fórum Melo Viana.

O réu foi defendido pelo advogado Leuces Teixeira de Araújo, tendo como assistente a também advogada Rosa Helena Alves Padilha. Os dois atuaram pelo Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade de Uberaba. Segundo o defensor, o réu foi denunciado por homicídio qualificado e o próprio Ministério Público, nas alegações finais, reconheceu o homicídio culposo, ou seja, sem intenção. Na época, o réu conseguiu, em primeira instância, a absolvição sumária, em sentença proferida pelo então juiz da 3ª Vara Criminal, Daniel Botto Colaço. Em seguida, o MP recorreu da decisão e conseguiu que o pedreiro fosse julgado por homicídio qualificado, o que o advogado acredita ser uma “lambança” do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Aliás, toda esta situação foi colocada no início do julgamento para os jurados.

O pedreiro também prestou depoimento durante julgamento, confirmando o que havia dito em juízo, ou seja, que não teve a intenção de matar o irmão, mas não teve outro caminho, agindo em legítima defesa, pois foi agredido pelo mesmo com um pedaço de pau.

No entanto, a própria acusação, desempenhada pelos promotores de Justiça Roberto Pinheiro da Silva Freire e Silvana da Silva Azevedo, pediu pela absolvição do réu, reconhecendo a legítima defesa. O pedido foi reiterado pela defesa, os jurados acataram o pedido e absolveram Clarindo da morte do irmão. “Não posso ser mais realista que o rei”, analisou Leuces Teixeira, que também criticou a morosidade da Justiça, tendo em vista que o crime ocorreu há dez anos.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por