GERAL

Tribunal condena um e absolve outro por tiros em despachante

Desentendimento se iniciou em agosto de 2009, após Marcelo Cigano procurar a empresa de Keila Cássia Mariano Silva para consultar a documentação de um carro

Thassiana Macedo
Publicado em 10/08/2016 às 07:51Atualizado em 16/12/2022 às 17:48
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Jairo Chagas

Cláudio Fernandes acabou condenado a pena de dois anos e seis meses em regime aberto e Juscelino foi absolvido

Tribunal do Júri analisou ontem o caso de Cláudio Fernandes e Juscelino Fernandes, acusados pelo Ministério Público por tentativa de homicídio de duas pessoas em 16 de dezembro de 2009, no bairro Oneida Mendes. Defendidos pelo advogado Lucas Teixeira de Ávila, os jurados condenaram Cláudio a pena de dois anos e seis meses em regime aberto por tentativa de homicídio privilegiado e absolveram Juscelino por negativa de autoria.

Consta nos autos que o desentendimento se iniciou em agosto, após Marcelo Cigano procurar a empresa de Keila Cássia Mariano Silva para consultar a documentação de um carro. Durante a consulta, não teria sido encontrada nenhuma pendência e ele resolveu comprá-lo. Entretanto, alguns dias depois, ele voltou ao local alegando que havia descoberto problemas com os documentos. Como estava bastante irritado, ele passou a ameaçar a vítima e a filha dela. Com medo de agressões, Keila teria se armado com uma corrente e dado um golpe nas costas dele. Machucado, ele saiu de lá revelando que não ia deixar a agressão passar em branco.

Quatro meses após o desentendimento, Keila, a filha e o marido Fábio Oliveira Alves foram até a residência de outro cigano, no bairro Oneida Mendes, para negociar a compra de uma caminhonete. Quando os três já saíam do local foram surpreendidos por Marcelo. As vítimas já estavam dentro do carro quando foi iniciada uma discussão sobre as desavenças passadas e Keila desceu do carro levando um tapa no rosto, momento em que outros ciganos se juntaram à briga. Cláudio apareceu e sacou um revólver efetuando dois disparos contra Keila. Um dos tiros atingiu o pescoço da vítima, enquanto o outro entrou na boca e saiu pela nuca. O réu ainda apontou a arma para Fábio, mas não acertou o marido da vítima.

Durante a defesa, o advogado Lucas Teixeira adotou a tese de legítima defesa, a qual foi rejeitada pelos jurados. Alternativamente, a defesa pediu tentativa de homicídio privilegiado sob domínio de violenta emoção por injusta provocação da vítima. Segundo Teixeira, durante a briga no acampamento dos ciganos, Fábio teria acertado o pai dos réus com uma tijolada na cabeça, o que levou Cláudio a sacar a arma e atirar.

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