CRÍTICAS

Trump reforça que Brasil está em grupo de países que ‘taxam demais ‘ e querem mal aos EUA

Republicano deu a declaração no contexto em que dizia que é preciso cobrar tarifas de produtos estrangeiros para favorecer a produção interna

Publicado em 28/01/2025 às 09:39Atualizado em 28/01/2025 às 09:45
Compartilhar

Trump já havia citado o Brasil em novembro, após ser eleito, como exemplo de país com excesso de tarifas (Foto/AFP or licensors)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar o Brasil em tom crítico nesta segunda-feira (27), durante um discurso a correligionários na Flórida. Trump incluiu o Brasil em um grupo de países que, segundo ele, "taxam demais" e "querem mal" aos EUA. A declaração foi feita no contexto de uma defesa de tarifas sobre produtos estrangeiros para proteger a economia norte-americana.

“Coloque tarifas em países e pessoas estrangeiras que realmente nos querem mal”, afirmou Trump. “A China é um grande criador de tarifas. Índia, Brasil, tantos, tantos países. Então, não vamos deixar isso acontecer mais, porque vamos colocar a América em primeiro lugar, sempre colocar a América em primeiro lugar”.

Essa não é a primeira vez que o presidente republicano cita o Brasil ao criticar tarifas alfandegárias. Em novembro do ano passado, logo após ser eleito, Trump destacou o país sul-americano como exemplo de nação que impõe altos custos sobre produtos americanos. Na ocasião, ele prometeu adotar uma política de reciprocidade, impondo tarifas equivalentes aos países que tributam produtos dos EUA.

“Nós vamos tratar as pessoas de forma muito justa, mas a palavra ‘recíproco’ é importante. A Índia cobra muito, o Brasil cobra muito. Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa”, disse Trump durante uma entrevista coletiva em Palm Beach, na Flórida.

Nesta segunda-feira, o presidente ressaltou que "tarifa" está entre as quatro palavras que ele mais aprecia atualmente. Antes de mencionar o Brasil, Trump relembrou o atrito diplomático ocorrido no domingo (26) com a Colômbia. O país sul-americano havia se recusado a aceitar voos com imigrantes deportados, levando o presidente dos EUA a ameaçar uma tarifa alfandegária de 25% sobre produtos colombianos. Horas depois, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, recuou e aceitou receber os aviões, levando Trump a desistir da retaliação.

“Vamos proteger nosso povo e nossos negócios e vamos proteger nosso país com tarifas. Você teve uma pequena indicação disso ontem com o que aconteceu com um país muito forte. A Colômbia é tradicionalmente um país muito forte. Se eles não fabricarem seus produtos na América, então, muito simplesmente, eles devem pagar uma tarifa que trará trilhões de dólares para o nosso tesouro”, afirmou Trump.

Desde sua campanha presidencial, Trump tem reiterado a intenção de utilizar tarifas como ferramenta para defender a produção interna e gerar receita para o governo. Ele tem prometido aumentar as tarifas sobre produtos chineses e criar novas sobre importações de outros países. Na semana passada, Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que considera impor uma taxa de 10% sobre produtos chineses a partir de 1º de fevereiro, justificando a medida como uma resposta à entrada de fentanil vindo da China para o México e o Canadá.

Apesar da retórica agressiva, Trump ainda não implementou todas as tarifas prometidas durante a campanha. Isso gerou impactos, como a recente queda do dólar em relação a outras moedas. Especialistas apontam que, embora as tarifas possam fortalecer setores específicos da indústria norte-americana, elas também têm potencial de gerar tensões comerciais e prejudicar relações bilaterais, especialmente com países tradicionalmente aliados.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2025Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por