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Uberaba passa a oferecer a vacina contra a dengue

Quem já teve a doença uma vez tem grande risco de desenvolver casos graves, como dengue hemorrágica, e a vacina possui 93% de eficácia para a redução desses casos

Thassiana Macedo
Publicado em 31/07/2016 às 10:07Atualizado em 16/12/2022 às 02:49
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Foto Arquivo

Para a médica Naiara Cabral e a enfermeira Flávia da Matta, a vacina será mais uma importante arma contra a dengue

O Brasil já registrou mais de 1,3 milhão de casos prováveis de dengue em 2016, até o dia 11 de junho, segundo novo boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde. Como forma de reduzir novos casos da doença em todo o país, a primeira vacina contra a dengue está liberada para aplicação por hospitais e clínicas particulares. Em Uberaba, a vacina já está sendo oferecida por R$350,00 cada dose, com formas de pagamento acessíveis, e R$330,00 à vista, ou valores especiais para grupos.

Segundo a médica Naiara Cabral Sabino de Pádua, a vacina contra a dengue é indicada para pessoas de nove a 45 anos de idade. Pessoas fora desta faixa etária, gestantes, mulheres que estejam amamentando e imunodeprimidos não devem receber a vacina. “Crianças pequenas e idosos serão beneficiados indiretamente. Como a dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado pelo vírus, quanto maior o número de pessoas vacinadas menor será a transmissão da doença entre a população. Por isso, é importante que indivíduos na faixa etária indicada se vacinem para proteger idosos e crianças que não poderão fazer uso da vacina”, explica.

Naiara ressalta que gestantes não podem receber a vacina, pois ela é feita de vírus atenuados. “Vacinas de vírus atenuados, como dengue, varicela e febre amarela, são de risco teórico para o feto, portanto, contraindicadas para mulheres em qualquer período de gestação”, esclarece.

A enfermeira Flávia Cristina Nunes Carneiro da Matta destaca que quem já teve dengue também deve tomar a vacina, pois a doença pode ser causada por quatro sorotipos (DENV-1, 2, 3 e 4). Quem já se infectou uma vez tem o risco de apresentar a doença novamente pelos outros três sorotipos. “Além disso, quem já teve dengue uma vez corre grande risco de desenvolver casos graves, como a dengue hemorrágica, e a vacina possui 93% de eficácia para a redução desses casos”, informa.

Flávia da Matta afirma, ainda, que a vacina contra a dengue oferece mais de 60% de proteção contra os quatro sorotipos. “Ela será muito importante para casos graves da doença, como a dengue hemorrágica, com redução de 93% e casos de internações com redução de 81%”, reforça a enfermeira.

Esquema de vacinação é composto por três doses

As duas profissionais alertam que, atualmente, a maioria das pessoas já teve dengue pelo menos uma vez na vida. Por isso, possuem grandes chances de desenvolver dengue hemorrágica e estão mais susceptíveis a internações. “A vacina terá grande importância nesse quesito. Além disso, é uma das principais causas de absenteísmo (faltas no trabalho) nas empresas, com afastamento de até dez dias. Ela, também, provoca grande interferência no aproveitamento escolar devido à ausência da criança na escola. Há muitos anos esperamos pelo lançamento desta vacina, pois é indiscutível o seu custo-benefício”, avalia a enfermeira Flávia Cristina Nunes Carneiro da Matta.

A médica Naiara Cabral Sabino de Pádua explica que, como toda vacina de vírus atenuados, esta pode apresentar reações como vermelhidão e dor no local da aplicação da dose e, após cinco a sete dias, febre. “São reações muito tranquilas frente ao benefício que a vacina vai proporcionar. O esquema completo de imunização é composto por três doses, que devem ser aplicadas com intervalos de seis meses entre as doses. Parte da proteção já se iniciará a partir de 15 dias da aplicação da primeira dose, mas, para proteção total, é importante fazer as três doses nos intervalos recomendados”, afirma.

Para as duas profissionais, a vacina será mais uma arma contra a dengue, mas não substitui as medidas preventivas já existentes, como o uso de repelentes, roupas apropriadas e combate ao acúmulo de água parada. “É importante lembrar que a vacina protege apenas contra a dengue e que, infelizmente, o mosquito Aedes aegypti transmite, também, outras doenças, como zika e chikungunya, para as quais ainda não existe vacina”, alerta Flávia.

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