Parlamentar defensora da causa animal diz que o envio foi uma tentativa de intimidar seu mandato; Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o caso
(Foto/Reprodução Redes Sociais)
Uma caixa com o corpo de um cachorro foi entregue no gabinete da vereadora Deza Guerreiro (PP), na Câmara Municipal de Novo Hamburgo (RS), na manhã de segunda-feira (7/7). A parlamentar, conhecida pela atuação em defesa dos animais, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece abrindo a embalagem e encontrando o animal morto.
Dentro da caixa havia um papel com o nome da vereadora e a mensagem: "Carinho p/ proteger os animais". O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
No dia seguinte, Deza foi até a delegacia acompanhada da pré-candidata a deputada estadual Bruna Molz (Republicanos). Em publicação conjunta nas redes sociais, as duas afirmaram que informações sobre a investigação apontariam como principal suspeita uma mulher que responsabilizaria a vereadora pela presença de cães abandonados na rua onde mora.
A Folhapress, agência de notícias responsável pela apuração original, informou ter procurado a Polícia Civil por e-mail às 20h20 de terça-feira (8/7), sem obter resposta até o horário de publicação.
A Câmara Municipal de Novo Hamburgo divulgou nota de repúdio informando que, ao tomar conhecimento do ocorrido, acionou a Guarda Municipal, a Polícia Civil e os setores administrativo e jurídico da Casa. O material foi encaminhado à autoridade policial para análise.
O Legislativo também anunciou que está colaborando com as investigações ao disponibilizar imagens do sistema interno de videomonitoramento e ao solicitar acesso às câmeras do programa Smart NH para ajudar na identificação do responsável. Mudanças nos protocolos de controle de acesso ao prédio também foram anunciadas.
O presidente da Câmara, Juliano Souto (PL), afirmou na nota que o Legislativo repudia qualquer tentativa de intimidação contra agentes públicos no exercício de suas funções. Os demais vereadores manifestaram solidariedade à parlamentar.
Em postagem após o episódio, Deza classificou o envio como "um ato criminoso de violência" e disse que a intenção foi intimidar seu mandato. A vereadora afirmou que pretende acompanhar as investigações até a identificação do responsável e declarou que não vai recuar em sua atuação. "Não vou recuar. Não vou me intimidar. Não vou abandonar os animais que dependem de alguém para lutar por eles", escreveu.