Estamos em plena Semana Santa, tempo de reflexão, recolhimento, muita oração, lembrar o que fizeram com o filho de DEUS. Tempo de vigília e observação, pesar e sopesar sobre os fatos recentes. Ler o que puder ser lido, buscar informações, olhar no retrovisor da história e tirar bom proveito de tudo o que foi feito, ou seja, não incorrer nos erros cometidos. Todavia, transportando essa reflexão para os últimos doze anos da vida pública brasileira, ocorre um verdadeiro desastre.
Estou falando dos quase doze anos de administração petista no âmbito federal. Necessário recordar que votei no Lula em todas as eleições que disputou para presidente da República, bem como em duas paulistas, tendo em vista que votava do outro lado do rio Grande. Em Dilma Roussef nunca votei e não voto. Sinceramente, nunca acreditei na capacidade intelectual e laboral dessa senhora. Agora, diante dos fatos que estão sendo revelados, não acredito sequer em sua idoneidade moral. Basta lembrar que a douta passou uma imagem de gerentona eficiente, não iria suportar qualquer deslize.
O tempo está dizendo e demonstrando totalmente o contrário. Os dois escândalos recentes: a PTbras e o deputado André Vargas com o doleiro Youssef. Tanto num escândalo como noutro, é patente a figura de pessoas conhecidas dos PeTralha$ antes mesmo de Lula chegar à Presidência. Querer desculpar que nada sabe, nada entendia e conhecia é o maior engodo, ou seja, é a síndrome dos PeTralha$. Um belo estado de comportamento e agir que merece estudo da mais alta psicologia e psicanálise, ou ainda, da psiquiatria forense, prisional e criminal.
Abrir a Folha de São Paulo, página de capa, estampada com as fotos da gerentona e a presidente da Petrobras – parece um espantalho – com aquele uniforme cor de cáqui, característico dos PCCs que habitam os presídios paulistas, é um verdadeiro horror transmutado em cotidiano na vida política deste país. Vai um conselh tire os nomes do uniforme cáqui e insere o número do infopen – informativo penitenciário. Quero destacar uma vez mais que já andei e apoiei essa gentalha, acreditei neles, votei neles, fiz campanha, panfletei carros e carreguei bandeiras. Como era ingênuo e bobo.
Pensava que o “camarada” Lula ia fazer tudo diferente, iria escrever o nome como grande estadista. Acordei a tempo, não votei na gerentona com pose de eficiente e competente. Essa senhora acompanhou Lula desde o primeiro mandato, salvo engano, ministra em duas pastas. Foi presidente do conselho da PTbras e vem dizer que não leu corretamente o relatório pela compra da refinaria nos Estados Unidos. Faça-me o favor, douta gerentona. Está atolada na lama até o pescoço, vai morrer sufocada, chafurdando neste chiqueiro, para não mencionar pau de galinheiro.
Essa é a grande verdade, caros leitores. Escândalos e mais escândalos; onde vamos parar? Esse padrão Fifa enfiado goela abaixo! A grande maioria dos políticos querendo levar vantagem em tudo, em tudo! Não vai ter um fim? Os homens de bem, a sociedade, as instituições, todos, calados. Daí, diante desse quadro nefasto, querer dizer que essa senhora é exemplo de administração e moralidade, apoiando em todos os sentidos a ditadura mais antiga do planeta. Não concordo, e tenho o direito de dizer e escrever o que penso. Do contrário, querer me calar e processar, ’tá pior que 1964!