Instituição afirma que débitos vêm de administrações anteriores e ainda não informa valor nem prazo para regularização
A atual gestão do Instituto dos Cegos do Brasil Central (ICBC), em Uberaba, reconhece que existem pendências no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de funcionários. Segundo o presidente em exercício da instituição, Fábio Lúcio de Souza, os débitos foram herdados de administrações anteriores e ainda estão sendo levantados pelos setores responsáveis. O valor total da dívida e a quantidade de parcelas pendentes não foram informados.
Ao Jornal da Manhã, Fábio afirmou que a situação já existia quando assumiu a direção da entidade, em 10 de junho. “Eu herdei esse problema, não fiz isso. O que eu estou fazendo é tentar resolver", afirma.
Segundo o presidente em exercício, a regularização das pendências faz parte das medidas adotadas pela atual gestão para reorganizar as obrigações da instituição. “A minha missão é cumprir os parcelamentos”, reforça.
Fábio não informou, porém, quanto o ICBC deve atualmente ao FGTS, quantos trabalhadores possuem depósitos pendentes ou qual é o cronograma para a quitação do débito. Segundo ele, essas informações precisam ser levantadas pelos setores de Recursos Humanos e financeiro.
Durante a entrevista concedida ao Jornal da Manhã, Fábio explicou que a situação do FGTS também pode gerar dificuldades quando há desligamento de funcionários, já que as obrigações trabalhistas precisam ser regularizadas. “Quando você manda um funcionário embora e o FGTS está atrasado, você tem que regularizar para poder fazer a rescisão", explica.
Atualmente, o ICBC conta com cerca de 30 a 40 trabalhadores contratados diretamente, segundo Fábio. A folha desses funcionários gira em torno de R$ 70 mil mensais, conforme informado pelo presidente em exercício. A instituição também recebe profissionais cedidos pelo Município por meio de convênios.
A pendência relacionada ao FGTS ocorre em meio a dificuldades financeiras que já foram relatadas pelo ICBC em anos anteriores. Em 2022, o então presidente Felício Costa informou ao Jornal da Manhã que atrasos em repasses chegaram a afetar o pagamento de colaboradores. Em 2024, a instituição também relatou dificuldades relacionadas ao recebimento de emendas parlamentares.
A atual gestão afirma que trabalha para reorganizar as contas da instituição e regularizar os compromissos pendentes.