Não é difícil analisar os movimentos de ação governamental em momentos de pânico...
Não é difícil analisar os movimentos de ação governamental em momentos de pânico, ou até mesmo desespero. Após confessado pelo próprio ex-Presidente Lula, que as promessas de campanha são totalmente inversas às medidas adotadas pela Presidente, ou seja, a propaganda política utilizada teve a omissão e a mentira como suporte de campanha. Réu confesso.
Ora, o que o povo espera de seu representante é que ele haja com lealdade, transparência, publicidade, economia, e moralidade, dentro dos princípios éticos inerentes àqueles que ocupam cargo de representações, e que utilizam as cores da bandeira do País, para velar suas ações. Mentir usando a bandeira, o nome e o patrimônio da República Federativa do País é crime de improbidade e por ele responde quem pratica.
Dizer a todos que a República está em dia com suas obrigações, quando, na realidade, sequer obedeceu aos limites orçamentários, é patético.
Omitir de forma proposital obrigações que deveriam ter sido lançadas como forma a deixar traspassar uma “falsa” estabilidade é, no mínimo, degradante, principalmente quando tais verbas foram utilizadas para atender anseios partidários.
Por falar em partido, o próprio Tribunal Superior Eleitoral já apontou indícios de irregularidade na última campanha.
Lá fora, além fronteiras, o Brasil tem a sua imagem atingida por fatores de desgovernança e instabilidade de forma a assustar os investidores que aqui poderiam investir, trazer empresas e gerar empregos. Ao contrário, assistimos as empresas fecharem as portas de forma sucessiva e em grande escala.
Ética e moral são princípios básicos atrelados a ação política governamental, e agora cabe ao povo que os elege julgar se os governantes, por eles eleitos, agiram com propriedade, principalmente quando, de forma confessada, afirmam que os argumentos lançados em campanha nem de longe podem ser equiparados à verdade. Mentir em campanha e durante os atos de governo é normal e não é antiético? Talvez a resposta positiva a essas assertivas seja a nova teoria utilizada por aqueles que, desafiando o sistema do nosso Estado Democrático de Direito, tentam implementar outro onde a mentira e corrupção sejam a referência. O mensalão, o petrolão, a desobediência às regras orçamentárias e de campanha logo terão um novo conceito, e nem de longe poderão ser equiparados ao “Golpe”.