ARTICULISTAS

Homem público x aproveitador

Caro leitor, aqui estou uma vez mais!

Leuces Teixeira
Publicado em 16/08/2012 às 19:24Atualizado em 19/12/2022 às 17:55
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Caro leitor, aqui estou uma vez mais! Como de praxe, vou explicar o título acima lançado. Na terça-feira próxima passada, dia 14/08, o ilustre prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, concedeu entrevista na Rádio JM AM 730, deste Jornal –  no período da manhã –, onde foi entrevistado pelo jornalista Márcio Gennari e a diretora da casa, a advogada Dra. Lídia Prata; entrevista esta que teve a participação dos ouvintes – aberto ao público. Daí, na qualidade de ouvinte, pois adoro ouvir rádio AM desde muito tempo, inclusive ouço outras rádios AM – Sete Colinas, Vitoriosa, Jovem Pan, Bandeirantes, Farroupilha, Globo do Rio, etc etc. Pois bem, depois de várias tentativas, uma vez que a audiência do programa estava alta, fazendo uso de dois celulares, consegui ligação para fazer pergunta para o ilustre entrevistado – Homem Público –, com 26 anos de mandato consecutivos, conforme o mesmo gosta de salientar em suas aparições – TVs, jornais, rádios e internet, dentre outras! Assim, na qualidade de ouvinte de um programa radiofônico, aberto ao público para interagir com o entrevistado, perguntei sobre o assunto do moment MENSALÃO! Não fui eu que inventei o nome, não venha querer me processar. Aliás, para a turma da militância, disse militantes, e não meliantes, esse nome é proibido, isso é coisa feia, do diabo, é lenda, é saci-pererê, mula sem cabeça, etc etc. O ex-presidente Lula, em 2005, pediu desculpas para o povo brasileiro, disse que tinha sido traído. Hoje, tudo não passa de uma armadilha sórdida no sentido de querer macular sua imagem e seu governo. O homem está de brincadeira, isso é piada de mau gosto, a culpa é da patologia que foi instalada em seu organismo, as desculpas são muitas! Pois bem, voltando ao Sr. Prefeito, caro leitor, maldita hora em que fiz a pergunta no sentido de que o MENSALÃO, diante dos argumentos do entrevistado ante os seus entrevistadores, ou seja, jamais tinha existido, iria provar sua inocência, o que houve foi caixa dois de campanha, dívidas pretéritas, “ pediu ajuda ” para os companheiros para saldar compromissos, etc e etc! Não era deputado, e sim ministro de Estado, que logo após essa lambança, todos sabemos o fim: saiu do governo! Confesso que fiquei perplexo com a atitude do entrevistado. O mesmo disse que, diante daquela pergunta, naquele momento, naquele contexto, eu estava tendo um comportamento de verdadeiro aproveitador, a pergunta não poderia ser feita jamais, ainda mais na qualidade de advogado criminalista, do mundo do direito – o Homem Público ficou uma fera. Confesso, uma vez mais: fiquei constrangido, acuado! Diante da atitude do entrevistado, fiquei imaginand o que fiz de errado? Em que momento e por que faltei com a ética? Sr. Prefeito, o Senhor bem sabe que já declarei, por várias vezes, que consagrei o meu voto – por duas vezes – em favor de sua candidatura como executivo da nossa urbe. O que acabei de escrever não é segredo pra ninguém. Digo isso, inclusive, em sala de aula, em rodas de amigos, no seio da família, nos botequins etc etc! Não fique chateado não, faz parte da vida pública, um Homem Público com 26 anos de mandato. Estamos numa democracia, o Senhor é um bacharel em Direito, sabe o que estou dizendo! Não disse baixo réu! Disse bacharel em letras jurídicas. Sempre o respeitei e vou continuar respeitando, essa é a regra elementar! Na entrevista mencionada, foi perguntado ao Sr. Prefeito o que ele faria num terceiro mandato? A resposta está na edição de ontem do JM, na página 06, na coluna Alternativa: “iria dialogar mais”. Então, vamos ao diálogo, ao debate! Será necessário mais um mandato? Mais vinte e seis anos de vida pública para dialogar? Vivemos numa democracia desde o seu primeiro mandato como deputado estadual na segunda metade da década de 1980. Aliás, antes foi secretário do Governo Wagner Nascimento. Mais de trinta anos de vida pública! Arrematand Sr. Prefeito, não sou aproveitador, não mereço esse tratamento! Sou um cidadão brasileiro quite com minhas obrigações; sou um homem de bem e do bem! Um grande abraço e VIVA A DEMOCRACIA!

(*) Cidadão brasileiro, advogado criminalista e professor universitário

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