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Impediram de usar o VAR nas eleições

Nilson de Camargos Roso
Publicado em 18/11/2022 às 19:28Atualizado em 15/12/2022 às 23:14
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VAR, do inglês Video Assistant Referee ou videoárbitro, é um árbitro assistente de futebol e que analisa as decisões tomadas pelo árbitro principal com a utilização de imagens de vídeo e de uns auscultadores para a comunicação. A utilização ao vivo do sistema VAR começou em agosto de 2016 na United Soccer League, num jogo entre duas equipes de reserva da Major League Soccer.

O VAR é sempre consultado quando há dúvida na interpretação do lance ocorrido, trazendo transparência e justiça na tomada da decisão. Se o VAR tivesse sido utilizado desde a criação do futebol, alguns lances teriam sido corretamente julgados:

1- Copa do Mundo de 1966, onde o juiz validou o gol da Inglaterra, pois a bola bateu na trave superior e na risca do chão, mas não entrou. A Inglaterra se tornou campeã;

2- Copa do Mundo de 1970, jogo Brasil contra o Uruguai, Pelé se desviou a tempo do lance maldoso do uruguaio que lhe quebraria a perna e aplicou uma cotovelada, quebrando o nariz do adversário. O juiz marcou falta do uruguaio e não culpou Pelé;

3- Copa do Mundo de 1986, no México, onde Maradona saltou e marcou o gol com a mão, chamada por ele de “a mão de Deus”.

Em síntese: o VAR, quando utilizado, pode mudar o resultado final de uma partida de futebol.

Transfiro agora a necessidade de haver um VAR nas eleições brasileiras. No caso seria VAE (Video Assistant Election), onde a auditagem dos votos, uma vez utilizada também, tudo leva a crer, mudaria o resultado das eleições de 2022 para Presidente. Este raciocínio é factível apenas para aqueles que não têm os receptores cerebrais bloqueados e que têm compromisso com a verdade e com a procura do bem comum. Mas a dificuldade da auditagem foi imposta pelo triunvirato do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde Fachin ressuscitou o político Lula; Barroso foi ao Congresso impedir a auditagem, e Alexandre, diariamente, agride a Constituição, espalhando o medo, através do constrangimento e da coação, não havendo a quem o cidadão possa recorrer. O mais incoerente: falam que as urnas são seguras e invioláveis, mas se esquecem que podem ser violadas através de processo interno do controle dos códigos fontes, cujo fornecimento dos mesmos é negado, não podendo ser acessados. Daí se conclui que os fatos não acontecem por acaso, onde, após análise, antes, durante e após as eleições, traduzem o não compromisso com a verdade.

Segundo informação confirmada pela Fifa, o Brasil se tornará hoje o primeiro país do mundo a ter o uso de VAR em todas as suas divisões do futebol.

Conclusã pena que seja um dos últimos países do mundo onde não se usa, ou melhor, se proíbe a auditagem dos votos, com uma clara incoerência: se as urnas são seguras, não há motivos para temer a auditagem, a não ser que temam a mudança do resultado final das eleições. Dr. Aluisio Molinar dizia “em Medicina, como na vida, fazendo diagnósticos mais simples, erraremos menos”.

Nilson de Camargos Roso

Doutor em Anestesiologia, professor aposentado pela UFTM

n.roso@me.com

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