O Governo Federal autorizou nesta semana que os lojistas cobrem preços diferentes para um mesmo produto, desde que o meio de pagamento a ser utilizado seja diferente, como hoje ocorre mediante o uso de cartão de crédito, débito, dinheiro ou até parcelamento.
Deste modo, para compras efetuadas à vista, ou pagas em dinheiro, poderá o empresário lançar descontos sobre produtos e serviços, e assim evitar que o consumidor pague, no preço final, pelo repasse das despesas bancárias.
Além desta, medidas como as reformas previdenciária e trabalhista; o refinanciamento de créditos tributários; a liberação do saldo do FGTS àqueles que se encontram desempregados desde dezembro de 2015, e também aquelas vinculadas à redução da taxa de juros pelas instituições financeiras, tão populares, que visam impulsionar o comércio e servem como tentativa governamental para tirar o Brasil do atoleiro econômico.
Pela análise da linha econômica, as ações são louváveis, porém, por si não bastam, pois dependem diretamente de medidas de incentivo ao empreendedorismo, mola central para a manutenção do equilíbrio, como por exemplo aquelas vinculadas ao novo Código Comercial, e também a reforma tributária, de forma a incentivar os investidores nacionais e estrangeiros a lançar aqui o seu capital, com isso assistir à colheita dos frutos. O Brasil tem potencial, e os países do Leste Asiático podem servir como bons exemplos.
Enquanto isso, vamos cobrando e incentivando a prática da boa governança, fiscalizando e cobrando como deve ser feito, ao ponto de não permitir, por exemplo, que a Presidência da República ocupe o avião presidencial com guloseimas de luxo, ao ponto de desembolsar a quantia de 1,7 milhões em comida. Pasmem!