Caro leitor, o que esperar para o ano de 2009? Mais do que mentalizar coisas boas, a chegada de um ano também é momento de avaliar o que precisa ser melhorado
Caro leitor, o que esperar para o ano de 2009? Mais do que mentalizar coisas boas, a chegada de um ano também é momento de avaliar o que precisa ser melhorado. No esporte não faltam motivos para refletir na hora de começar a temporada. Não sei se vou pedir muito, mas não custa tentar. Por isso, desejo que 2009 seja assim: Que o Uberaba Sport Club seja transparente e permaneça na Primeira Divisão Mineira e não passe pelo sufoco da última temporada. Que o Nacional Futebol Clube saia do regime de ditadura administrativa e volte à democracia. Que neste ano o Brasil aproveite bem a chance que terá de receber uma Olimpíada, em 2016, e se torne de vez um país sério no âmbito esportivo, sem achar que gastar dinheiro público ao léu seja a solução. 2009 é a hora de dar ao futebol brasileiro uma faceta mais séria, especialmente na arbitragem. A polêmica com o árbitro Wagner Tardelli, na última rodada do Brasileirão, e os seguidos erros por parte dos árbitros são mais do que um alerta. Que seja o momento em que a Seleção Brasileira ganhe uma cara, de preferência mais carismática do que a do Dunga. Estaremos às vésperas da Copa do Mundo da África do Sul e ainda não sabemos o que esperar. Que não seja o pior. A volta do Ronaldo. Seja você corintiano ou não, a volta do Fenômeno dará novo ânimo ao futebol brasileiro, fazendo os clubes se mexerem em busca de novos reforços. Quem lucra é o futebol. Que 2009 seja o começo para a retomada do basquete brasileiro, com o início de um novo campeonato, gerido pelos clubes. O primeiro título mundial do país na modalidade completa meio século em 2009. Seria uma justa homenagem a esses heróis. Que o atacante Adriano se convença de que o melhor para sua carreira é se hidratar apenas com água e isotônicos. Que o Dunga calce as sandálias da humildade e aprenda rápido o oficio de ser treinador, para não precisar mais escutar a torcida, em coro, lhe desejar adeus. Que o Vasco da Gama prove que é possível se reerguer sem posseiros, voltando à elite do futebol brasileiro já em 2009, exorcizando os fantasmas e urubus. Que Renato Gaúcho entenda que o Rio de Janeiro não é o único lugar na face da Terra para se trabalhar como técnico. Que os clubes cariocas inovem e busquem outro nome para trabalhar como técnico sem ser o de Cuca. Que a concorrência não culpe a arbitragem quando estiver morrendo de inveja ao ver o São Paulo com a taça de campeão nas mãos. Que Vanderlei Luxemburgo assuma seus erros e do seu time, ao invés de crucificar os árbitros. Que Muricy Ramalho não ganhe espaço na mídia pelas suas rabugices, e sim pela sua competência como treinador de futebol. Que surjam mais Rogérios Cenis e Marcos para que o torcedor tenha ídolos a reverenciar. Que o Ronaldinho Gaúcho faça arte apenas dentro de campo e que na seleção seja o craque que todos gostariam de ver. Que Maradona se firme como técnico, não por uma jogada de marketing ou até de caridade, mas sim pela genialidade que o caracterizou como jogador. Que a garotada boa de bola possa sentir o gostinho de jogar na equipe adulta no Brasil antes de ser exportada para algum bicho-papão europeu. Que o Marco Polo Del Nero se lembre que é presidente da Federação Paulista de Futebol e defenda os interesses de seus afiliados. Que o Cuca saiba, enfim, o que é conquistar um título como treinador. Que os jogadores do Botafogo consigam receber, pelo menos, dois meses consecutivos de salários em dia. Que o torcedor fanático entenda que quando um colunista faz uma crítica não a faz por ser pau-mandado ou porque torce deslavadamente contra o time de seu coração. É apenas o exercício da liberdade de expressão. Pode ser pedir muito, porém, se apenas um terço desses votos se concretizarem já dará para celebrar 2009 com muito mais entusiasmo do que 2008, que se despediu. Um ano, convenhamos, fraco de realizações. Tintim! Mas, isso se você não for dirigir.