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Mães! Especiais somos todas nós!

Fui mãe “especial” aos 28 anos

Marília Andrade Montes Cordeiro
Publicado em 10/05/2014 às 19:48Atualizado em 19/12/2022 às 07:50
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Fui mãe “especial” aos 28 anos. E o que no início parecia ser uma bomba atômica explodindo em meu lar, foi aos poucos se revelando como um presente divino, dedicado a mim e à minha família.

Passados o choque e a tristeza iniciais, foi a hora de começar a peregrinação incansável a médicos, fisioterapeutas, cirurgiões e a Deus. E nós três, mutilados na alma, muitas vezes torturados e humilhados, começamos nossa longa e árdua caminhada de busca e amadurecimento. 

Momentos de tropeços, quedas, fugazes alegrias, profundas amizades e enorme amparo familiar. Cada dia vivido surge como uma escola de informação e aprendizagem. E veio a lenta, mas plena consciência de que nada seria fácil, e de que teremos de alcançar o equilíbrio em meio à tempestade. Recursos de energia, coragem e fé vão sendo descobertos em nossos corações...

Eis que de repente uma luz se acende em nossa casa desarrumada, o que nos leva a limpar sujeiras e colocar valores em seus devidos lugares.

Hoje, quando volto o pensamento àqueles anos de completa dedicação e muito trabalho físico, vejo que somos grandes vencedores. Estamos inteiros, caminhando com controle de nossos sentidos, com profunda consciência de nossas inúmeras fraquezas, desvios, mas íntegros e sempre atentos a absorver os ensinamentos que o viver nos traz.

Nós nos tornamos quatro, e hoje somos seis. Unidos, indivisíveis!

Eu me orgulho em ver como meus rebentos fortificaram as raízes e andam cumprindo com maestria suas funções maternas.

Através delas tenho analisado a maternidade no mundo de hoje. Quantos problemas a serem superados nesse mundo em completa ebulição! É preciso dedicação, atenção e cuidados ainda redobrados, pois parece que as crianças já nascem com uma mente mais rápida.

Mas, elas são mães do século XXI e “precisam” ir à luta profissional. Ter filhos para deixá-los aos cuidados de outros? Sorte daquelas que podem ter uma vovó-babá!

Mas, mesmo assim, a educação não é mais a mesma... E a internet, a terrível droga, as más influências, os maus aprendizados, a família padrão? Como os proteger nessa selva? Nossa! Como é difícil educar! Como você conseguiu, mãe?

Hoje, ser mãe exige muito mais do que ser especial. Mas, basta um olhar nos pedindo colo para nos refazermos e lembrarmos que Ele nos prometeu que jamais estaríamos sozinhos nessa missão. Então, somos banhados por uma força que jamais sabíamos possuir e estamos prontas para reassumir nossa tarefa hercúlea nesse mundo insan proteger a criança.

Por tudo isso é que concluo que hoje somos todas mães especiais. E uma vez mãe, eternamente mãe. Portanto, você, bisa-mãe, vó-mãe, mãe por adoção, ou simplesmente mãe, segure na mão de Deus e vá educar. Esse sim, é o grande fim a ser atingido pela humanidade.

(*) Mãe de família

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