FRATURA MISTERIOSA

Mulher cai ao descer de ônibus em terminal de Uberaba e diz que fratura só foi vista depois

Passageira de 48 anos relata dor persistente no pé e afirma que consulta para avaliar a lesão só foi marcada para outubro

Débora Meira
Publicado em 04/09/2026 às 15:36
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 (Foto/Reprodução)

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Uma mulher de 48 anos caiu ao desembarcar de um ônibus no Terminal Beija-Flor, em Uberaba, no dia 21 de julho, e precisou ser encaminhada ao Hospital Regional. Após o atendimento, ela afirma que continuou sentindo dores e que uma fratura no pé teria sido identificada somente posteriormente, além de uma lesão envolvendo nervo ou tendão. A paciente questiona o acompanhamento e relata dificuldades para conseguir nova avaliação e exame específico. 

A ocorrência no terminal foi confirmada pelas empresas Líder e São Geraldo, que integram o mesmo grupo, que informaram ter registrado que a passageira torceu o pé durante o desembarque e recebeu atendimento de emergência. Já a Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pelo Hospital Regional, afirma que foram realizadas avaliações clínicas e radiografias nos atendimentos e que não há registro de solicitação de ultrassonografia na unidade. 

Segundo as empresas Líder e São Geraldo, a ocorrência foi registrada por volta das 11h30 de 21 de julho, no Terminal Beija-Flor. O veículo fazia uma linha do sistema BRT quando chegou ao terminal para o desembarque de passageiros. 

Conforme o relatório operacional, o ônibus parou próximo a um canteiro para atender à solicitação de desembarque. Durante a saída do veículo, a passageira caiu e torceu o pé. As empresas informaram que o atendimento de emergência foi acionado imediatamente e fez o encaminhamento ao Hospital Regional. 

O grupo também afirmou que os motoristas recebem orientações para seguir os procedimentos de segurança durante o desembarque. “A empresa reforça que os motoristas são constantemente orientados a seguir rigorosamente os procedimentos operacionais padrão, realizando o desembarque de passageiros exclusivamente nas plataformas regulamentadas, garantindo a segurança de todos.” 

Segundo as empresas, as imagens da câmera interna do ônibus não estão mais disponíveis. “As imagens da câmera interna do veículo não estão mais disponíveis, em razão do armazenamento contínuo das gravações e do tempo transcorrido desde a ocorrência”, afirma.  

Após a queda, a paciente procurou o Hospital Regional. Segundo o relato dela, embora a dor estivesse concentrada no pé, foi realizada uma radiografia da perna. 

Ela afirma que, dias depois, procurou atendimento na UPA São Benedito e que, nessa ocasião, teria sido identificada uma fratura no pé, além de uma lesão envolvendo nervo ou tendão. 

Depois disso, segundo a paciente, ela foi encaminhada novamente ao Hospital Regional e permaneceu cerca de três semanas utilizando uma bota ortopédica. 

A mulher relata que voltou à UPA na última segunda-feira (31) e que foi informada de que a radiografia não seria suficiente para avaliar a lesão, sendo necessário um ultrassom. Segundo ela, uma consulta para avaliação do pé foi agendada somente para 5 de outubro. 

Procurada pelo Jornal da Manhã, a gestão da UPA São Benedito informou que a paciente recebeu atendimento na unidade. “A gestão da UPA São Benedito informa que a paciente foi acolhida e, diante do quadro clínico apresentado, foi medicada e encaminhada para assistência, conforme os protocolos médicos adequados para sua situação”, afirma em nota.  

A Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela gestão do Hospital Regional, informou que a paciente foi atendida pela primeira vez na unidade em 21 de julho. 

Segundo a instituição, na ocasião foi solicitada uma radiografia da perna direita, que não evidenciou fratura. “A paciente foi atendida no Hospital Regional no dia 21/07/2026. Na ocasião, foi solicitada radiografia da perna direita, não sendo evidenciada fratura. Após avaliação médica, recebeu alta com as devidas orientações e prescrição”, informa. 

Ainda conforme a SEU, houve um novo atendimento em 12 de agosto, quando a paciente retornou ao hospital com queixa de dor. Uma nova avaliação médica e outra radiografia foram realizadas. “Com base nos achados clínicos e radiológicos, foi estabelecido diagnóstico e tratamento conforme a conduta médica, com orientação de retorno, se necessário”, pontua.  

A instituição também foi questionada sobre a realização de ultrassonografia. De acordo com a SEU, não há registro desse pedido nos atendimentos realizados no Hospital Regional. “Não há registro em prontuário de solicitação de ultrassonografia durante os atendimentos realizados no Hospital Regional”, afirma. 

A SEU afirmou ainda que os registros dos dois atendimentos mostram que foram feitas avaliações clínicas e radiológicas. “Os registros demonstram que houve avaliação clínica e radiológica em ambas as ocasiões, com conduta compatível com os achados apresentados”, ressalta.  

Enquanto a paciente afirma que a lesão no pé foi identificada posteriormente e questiona o tempo necessário para conseguir uma avaliação específica, o Hospital Regional sustenta que realizou avaliação clínica e radiológica nas duas ocasiões em que ela esteve na unidade. 

Até a publicação desta reportagem, a paciente aguardava a consulta marcada para 5 de outubro para avaliação do pé.

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