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O Brasil e sua imagem trincada

As duas últimas reuniões que o Brasil participou em nível internacional, seja na cúpula do G20...

Paulo Leonardo Vilela Cardoso
Publicado em 06/09/2017 às 20:20Atualizado em 16/12/2022 às 10:42
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As duas últimas reuniões que o Brasil participou em nível internacional, seja na cúpula do G20 em Hamburgo, no mês de julho, na Alemanha, ou do BRICS, no sul da China, nesta semana, ao contrário de mostrar a força do País, que possui como 8ª economia do mundo, e com PIB equivalente a 2,14 trilhões de dólares, ilustrou a sua ausência frente às discussões dos principais temas que cercaram o debate global.

Como se não bastasse a ausência de participação efetivada no debate das principais questões que assolam a economia mundial, o Brasil sofre outro choque frente à sua imagem, especialmente no que se refere à nova fase da operação Lava Jato, iniciada nesta terça-feira, 05/09, a Unfair Play, que  investiga a compra de votos dos membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas 2016. Medalha de ouro!

Como se não bastasse essa, o Brasil já vinha sendo questionado sobre o manto da corrupção durante a Copa do Mundo de 2014, especialmente no que se refere ao superfaturamento das obras de construção e reforma dos estádios que custaram, aproximadamente, 9 bilhões de reais. Neste ponto, o País ergue a taça da corrupção ao som da narrativa de Galvão Bueno!

Como se não bastasse a avalanche de denúncias de corrupção, nesta quarta-feira, são lançadas diversas notícias com gravações de conversas entre Joesley Santana com executivos, que mostram irregularidades nas negociações de delação premiada, especialmente naquelas que concedeu imunidade dos respectivos delatores.

Pasmem! Se antes éramos lembrados pelo som do samba, dos gols de Pelé, e das manobras de Ayrton Senna na Fórmula 1, o resto do mundo enxerga, assustado, as fanfarras feitas com o dinheiro público, através do Banco Nacional de Desenvolvimento - BNDES, especialmente destinado ao grupo JBS, e com reflexos diretos ao mais alto escalão da política nacional.

Por fim, e para ilustrar a marcha à ré do País frente aos demais países, foi publicada ontem a notícia de que caiu de 27 para 21 o número de universidades brasileiras entre as 1.000 (mil) melhores do mundo. A avaliação é de um dos principais rankings universitários internacionais, o Times Higher Education, divulgado nesta terça (5). A Universidade de São Paulo, USP, está entre as 300 melhores, ainda, em posição muito distante da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que ocupa a 1ª posição. 

(*) Advogado, consultor jurídico e professor universitário

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