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O dia mais alegre do futebol

Em nenhum outro dia há tantas torcidas festejando. Os títulos estaduais já não representam o mesmo de alguns anos atrás e, talvez por isso, tenham ficado mais legais...

Ismael de Oliveira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:33
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O dia mais alegre do futebol brasileiro é sem dúvida alguma o dia das decisões dos títulos estaduais. Em nenhum outro dia há tantas torcidas festejando. Os títulos estaduais já não representam o mesmo de alguns anos atrás e, talvez por isso, tenham ficado mais legais. Já não são como as paixões, são como as amizades coloridas. Quando perde, tudo bem (pelo menos deveria ser assim). Quando ganha é alegria, não esfuziante, mas sincera. E o mais interessante é que ele é, com raras exceções, conquistado quase sempre em cima de um rival, se não em cima do maior deles. E, o arquirrival quase sempre é um vizinho. Essa rivalidade poderia ser ainda mais gostosa se todos lembrassem que ganhar ou perder faz parte do futebol, assim como o gozar também faz, mas gozar sem raiva e ser gozado sem amargura. Afinal, no ano que vem tem mais, e tudo isso é apenas futebol, competição e alegria.   Nesta semana, os técnicos do Fortaleza (Mirandinha, ex-Palmeiras) e Ceará (Zé Teodoro, ex-São Paulo) se encontraram e fizeram um apelo conjunto para que a torcida cearense deixe a disputa apenas para os jogadores. Essa mensagem deveria ser passada mais vezes por técnicos, por jogadores e cartolas de todo o país. Os torcedores de todos os times poderiam se inspirar no que aconteceu na semana passada no Santiago Bernabeu, em Madri. Após ver seu time ser atropelado pelo Barcelona, por 6 a 2 os torcedores do Real Madri simplesmente aplaudiram o adversário. E que nada estrague a alegria das finais de todas as competições.   Por outro lado, tem sido comum nos últimos anos o torcedor reclamar da falta de ídolos no futebol brasileiro, com raríssimas exceções, como nos casos de Rogério Ceni e Marcos. E mais intensas ainda eram as queixas sobre a falta de qualidade que reinava nos gramados. Porém, as coisas mudaram e para melhor. Vários fatores levaram a essas mudanças, em especial a crise econômica que assolou o mundo, fazendo com que o mercado do futebol também sentisse o impacto dessa escassez de dinheiro. Apesar de o Cruzeiro acabar de negociar o meio-campista Ramires para o Benfica de Portugal, a transferência de jogadores brasileiros para o exterior foi drasticamente reduzida. Fora isso, os problemas, sejam eles pessoais ou físicos de alguns dos nossos craques que atuavam na Europa, fizeram com que o Brasil se transformasse no local de tratamento ou de recuperação, dependendo do caso, de todos os atletas que se encontram em tais situações.   E querem saber de uma coisa? Danem-se os motivos! Precisamos dessa motivação e principalmente dessa injeção de qualidade. Ver Ronaldo de volta aos gramados em grande estilo é fantástico. Se o Adriano estiver com a cabeça no lugar e mostrar dentro de campo porque ficou conhecido como Imperador, será demais. E o Internacional que conta com Nilmar e D’Alessandro e Keirrison. E o que dizer do Fluminense, com Fred e Thiago Neves, que infelizmente irá embora no mês que vem, para desaparecer no futebol Árabe. O São Paulo com Miranda, Washington e Hernanes. O Santos do artilheiro Kleber Pereira e do infernal Madson. E como não falar do Cruzeiro, do timaço com Kléber e Wagner. O Grêmio do goleiro Vitor e do argentino Maxi Lopes.

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