Imagine a situaçã na fila da farmácia superlotada a atendente, junto a um rapaz, conta algumas moedas. Era fácil a explicaçã uma simples troca de moedas tão comum nos estabelecimentos comerciais Brasil afora. A fila não anda, apenas se estende. Passados alguns minutos, a moça à minha frente dá um passo, o rapaz que contava moedas foi embora. Ufa! Saiu com algumas notas no bolso.
Sou atendido e vou para o carro. De repente me deparo com o mesmo rapaz, que me aborda solicitando algumas moedas. “Ajuda aí, fera!” Pronto. Estava eu, ali, diante de mais um daqueles absurdos que parece que só acontece com a gente, mas não, isso é corriqueiro. Ainda mais em um local onde não te oferece um estacionamento, nem mesmo você sendo cliente. Mas essa é outra história.
Escrevo aqui é pela indignação com o comércio da “boa vontade” alheia e ainda mais, me indigno com a quase obrigação de dar uma “ajudinha” a um jovem que, sim, poderia trabalhar ao invés de abordar acintosamente alguém na rua pedindo dinheiro para, em “tese”, vigiar seu carro. Mas na essência da coisa está a falta de policiamento. Os policiais, sim, são pagos para, não somente garantir que nosso carro esteja lá quando voltarmos de uma simples compra de remédios na farmácia, mas fundamentalmente garantir nossa segurança. (Repit mas essa é outra história). Experimente dizer “não” para você ver. O “não” ocasional te garante no mínimo uma boa visita ao funileiro. Falo por experiência própria. O flanelinha tornou-se nos dias de hoje o operador de telemarketing das ruas. Quem nunca se revoltou com ligações abusivas e desligou o telefone repentinamente? Faço esta comparação pelo crescente número de reclamações que este setor tem da sociedade em geral. Seu modus operandi é muitas vezes inoportuno. Bastar possuir um aparelho telefônico, a constatação é simples.
Estamos “reféns” desse pessoal que, na maioria das vezes, utiliza-se dessa ajudinha para comprar ilícitos ou coisas do tipo. Falta atuação dos poderes, me refiro aqui a todos os âmbitos (municipal, estadual e federal). No caso dos atendentes de telemarketing é fácil. As pessoas simplesmente batem o telefone. E no caso dos flanelinhas, fazemos o quê? Batemos a porta do carro e nos preparamos para uma nova abordagem? Até quando? Vale a reflexão!
(*) Estudante de Jornalismo