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O limite na educação dos filhos

Como auxiliar os pais na criação dos filhos? Que tal uma nova forma de ver como as pessoas...

Sandra de Sousa Batista Abud
Publicado em 14/04/2016 às 19:12Atualizado em 16/12/2022 às 19:20
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Como auxiliar os pais na criação dos filhos?

Que tal uma nova forma de ver como as pessoas empregam o pensar para resolver os problemas?

A partir do modo como os pais explicam os erros e acertos da criança ou deles próprios, desenvolve-se o estilo explicativo dos filhos. A postura otimista ou pessimista dos pais terá uma relação direta sobre como o filho irá comportar-se diante das situações. A ideia não é mascarar o fracasso ou o erro, e sim propor uma nova maneira de refletir sobre a situação.

Os pais otimistas terão a capacidade de mostrar ao filho que os maus eventos são passageiros. Esses pais ajudam os filhos a relativizar situações, a ter flexibilidade de pensamento e a desenvolver esquemas mentais funcionais de autoestima, competência e adequação social.

Estimular atitudes positivas, definir limites e aplicar uma punição, enfim, ser pai comporta uma infinidade de ações que, muitas vezes, são realizadas sem que se percebam seus impactos na formação dos filhos. Tomar decisões no momento de educar não é um processo fácil, principalmente quando se trata de recompensar ou punir os filhos.

Os pais devem entender que, ao elogiar, os reforços verbais devem ser imediatos e isentos de crítica. Se a intenção é recompensar o filho, não tem sentido qualquer julgamento. O objetivo é incentivar a prática de um comportamento desejável, e não julgar.

O envolvimento dos pais na formação dos filhos, inclusive no que se refere ao incentivo aos comportamentos desejáveis requer, ainda, momentos de integração familiar. A criança e o adolescente precisam sentir que os pais gostam da sua presença, se interessam por eles e se preocupam com seu bem-estar. Sentimentos assim ativam os esquemas funcionais de estima, adequação e competência. A presença dos pais em apresentações de danças, competições esportivas ou eventos promovidos pela escola é fundamental para despertar no filho tais esquemas.

Há momentos no cotidiano em que não cabe alternativa senão a de ordenar e se fazer obedecer. Assim, é necessário saber a forma mais adequada de dar uma ordem, uma instrução ou até mesmo efetuar uma punição. Os pais devem ter certeza de que as regras expostas aos filhos estão claras e não são arbitrárias.

Ao dar uma ordem, deve-se evitar palavras que possam ser confundidas com pedidos ou súplicas, o que reduz a possibilidade de o filho pensar que pode escolher entre obedecer ou não. Estabelecidos os limites, os pais não podem ficar passivos diante da transgressão. Ignorá-la seria passar uma mensagem ao filho de que ele não precisa obedecer a ninguém.

(*) Psicóloga Clínica

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