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O que é isso, companheira Dilma?

Caro amigo leitor, estou estarrecido

Leuces Teixeira
Publicado em 29/08/2013 às 20:28Atualizado em 19/12/2022 às 11:23
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Caro amigo leitor, estou estarrecido com o comportamento da nossa gerentona companheira! È verdade, não acreditei no que foi dito com relação ao episódio do senador boliviano que estava asilado em nossa embaixada naquele país. Ora, ilustre companheira, se esqueceu de tudo que passou em sua vida? Os percalços ocorridos e percorridos por todos que aqueles que vivenciaram o período ditatorial ocorrido em nosso país. Não foi fácil pra ninguém, ilustre guerrilheira. Daí a minha perplexidade no que foi dito por Vossa Senhoria, que não necessitava da atitude do funcionário da embaixada brasileira em retirar o senador daquela situação. O cidadão estava correndo sério risco de vida. O companheiro Evo Morales estava dando a mínima pela situação enfrentada. Mais ainda, gostaria de refrescar a memória da ilustre companheira, quando da tradição jurídica brasileira em recepcionar pessoas em situação de risco de vida, ou seja, perseguidos políticos por ditaduras tupiniquins. Quando a nossa ilustre presidente diz que a situação vivenciada por ela quando do período militar é por demais diferente da do senador Roger Pinto Molina, incorre num grave equívoco, digo mais, quer jogar para a plateia. Basta lembrar que o ex-governador do Estado da Guanabara – o jornalista Carlos Lacerda – asilou-se na embaixada de Cuba; o ex-presidente João Goulart, na do Uruguai. Douta presidenta, aqui vai uma pequena lembrança; até mesmo o ex-presidente marechal Castello Branco concedeu salvo-condutos a vários estrangeiros em nossas embaixadas mundo afora. A nossa tradição jurídica e política sempre caminhou na concessão de salvos-condutos de forma imediata, e não da forma como ocorreu com o senador Roger naquele país. Tratava e trata-se de uma questão humanitária, mais ainda, de um perseguido político como no caso de Vossa Senhoria. Douta gerentona, dê uma pequena olhada no retrovisor e vai sentir que pisou no tomate; só está faltando colocar o senador Roger num avião, ou num carro e entregar de bandeja para o companheiro Morales. Assim agindo vai comportar da mesma maneira que o ditador Getulio Vargas fez com Olga Benário na década de 1940. Vai também querer entrar para a galeria dos sanguinários? O seu presidente adjunto – o Lula – entregou os boxeadores cubanos para o companheiro Fidel – o presidente que finge de vivo –; o seu adjunto finge de morto e surdo. Mais ainda, o seu assessor adjunto preteriu os boxeadores cubanos em favor de um terrorista sanguinário – Cesare Battisti. È dessa maneira que quer entrar para a galeria dos pequenos ditadores tupiniquins? Fazer esse joguinho pequeno e mesquinho ao comparar as dependências do DOI-Codi com a sede da embaixada brasileira!? A situação do senador boliviano era tão grave e continua sendo como a vivenciada pela ilustre guerrilheira. Estou sentindo o cheiro das baixarias da eleição do ano que vem. Vai ocorrer exploração desse episódio, não tenho dúvida. O que me preocupa não é quando a senhora diz que a embaixada é o céu e o DOI-Codi é o inferno; me preocupa de verdade entre o céu e o inferno é que a gerentona disse que faz o diabo para ganhar uma eleição. Todos nós sabemos onde o diabo habita!!! Ps: a questão dos médicos importados... Quero falar sobre o tema. Muita coisa precisa ser dita!

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