Caro amigo leitor, aqui estou. Não tem sido nada fácil manter o equilíbrio ante aos fartos acontecimentos negativos na vida nacional – principalmente nos meios políticos. Há muito venho pensando no título acima, poderia ser intitulado até de outra forma, preferi ser elegante e educado; a minha conduta, para uns poucos, caminha no sentido contrário. Estou tentando caminhar no sentido do politicamente correto, inclusive, levando uns puxões de orelha. A menção intitulada – vale dos esquecidos – é feita dentro daquilo que ocorre, em sua imensa maioria, no nosso sistema prisional brasileiro. Se você pensa contrariamente, venha, escreva, debate e dê nome aos bois, não fique no anonimato com as nádegas voltadas para a parede. Hoje temos uma população carcerária em torno de 580 mil detentos. Estes nos regimes fechado, semi-aberto e aberto, presos definitivos ou não; aqueles, os primeiros, que possuem sentença penal condenatória transitada em julgado, ainda que tão somente pelo Ministério Público, os demais pendentes de recurso(s). Pois bem, ainda temos aqueles em que as penas restritivas de liberdade, foram substituídas por restritivas de direitos – proibição de frequentar determinados lugares criminógenos (casa de tolerância, jogos, Marcus Cherem e outros inferninhos inomináveis), recolhimento ao lar antes da 22h, não dirigir etc, etc . Estes últimos, com alguma restrição, somados àqueles em cumprimento de pena, totaliza-se, algo, em torno de 1 milhão e 200 mil pessoas ou mais. Feitas essas considerações, podemos afirmar que temos a quarta maior população de encarcerados/restringidos do planeta. Estamos perdendo para os EUA, China e União Soviética. Vale salientar que nossa população carcerária em 2007/8 era em torna de 200 mil presos; houve um salto de mais de 180%, sem contar com os mandados de prisão em aberto – não cumpridos. O que levaria o número de encarcerados ao cabo de mais 700 mil, um aumento de mais ou menos 350% num período de 6 anos. Não estou defendendo a impunidade quando apresento esses dados, em hipótese alguma; a impunidade é o maior e melhor combustível para o incremento da criminalidade. Nunca duvidei desse pensamento. Aí é que reside a questão crucial do debate carcerári a impunidade! Quem está contido, quem está detrás das grades, na sua imensa maioria? Os quatros Ps – preto, pobre, prostituta e policial de baixo coturno, existem outras qualidades iniciadas com a palavra “P”. Vou nominar a mais nociva e decrépita: os nossos políticos, principalmente os PeTralhas e MeTralhas.
Espero que com a vinda dessa gentalha para o nosso sistema prisional, alguma coisa de melhor possa ocorrer nesse submundo, diga-se o presídio da papuda em Brasília e Tremenbé no interior paulista. Aliás, já foi instalada na Câmara Federal, a bancada do INFOPEN – informativo penitenciário; é o número que o preso recebe quando entra no sistema prisional brasileiro. A da Câmara Federal já possui algo em torno de 180 pessoas, ou seja, o número de deputados que de uma maneira ou outra contribui com o ilustre deputado Natan Donadon – PMDB/RO – Viva o Brasil, viva os nossos políticos!!!