Há um antigo adágio que diz: “Guardar de comer e não o que fazer”. Cada dia, cada hora tem o seu valor
Há um antigo adágio que diz: “Guardar de comer e não o que fazer”. Cada dia, cada hora tem o seu valor e a recompensa embutida em usar corretamente o tempo. O nosso corpo físico, a nossa saúde não são eternos e, assim, é prudente fazer enquanto se tem tempo e saúde. Cada disposição ao trabalho, cada ato, cada atitude molda o nosso caráter e, consequentemente, o nosso ser, os nossos hábitos.
Um ex-professor sempre comentava que é na revisão do trabalho que reside a sua qualidade. Ou seja, um trabalho para ser bem feito não pode ser realizado às pressas. É necessário tempo, dedicação, inspiração, reflexão, pois nem todo momento se tem a mesma motivação, mas é necessário comprometimento para realizar a obra. Além disso, é necessária uma revisão crítica e construtiva, detalhada e ampliadora, uma vez que a qualidade do artista está no detalhe, no capricho; um parnasiano melhorado cheio de emoções e sentimentos verdadeiros. É realizar o trabalho com espírito de perfeição, de perfectibilidade e, ainda, de aprendizagem, uma vez que sempre é possível melhorar.
Cada obra, cada trabalho será como uma pegada na areia da vida. O valor da pessoa reside na qualidade desta caminhada. Aquele que aceita qualquer coisa como bem feito não é um crítico sincero de si, ou um especialista. É necessário desconfiar sempre daqueles que não são sérios trabalhadores de seu destino, ou então que são os piores inimigos de si mesmo, não fazendo nem a lição de casa, nem se preocupando em realizar obras e esforços para melhorar à própria vida. É preciso vontade e esforços para vencer.
Quão difícil é ver uma pessoa desperdiçando a si mesmo. Por outro lado, quão feliz é aquele que trabalha e pode descansar o sono tranquilo do dever cumprido.
Nunca é tarde demais para começar, nem cedo demais para terminar. É necessário que sejamos o patrão mais rigoroso de nossos trabalhos e o melhor servidor para todos, pois apenas aqueles que conseguem trabalhar com diligência podem um dia dizer no alto de sua morte: “Vim, vi, venci”.
(*) doutorando em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)