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“Paciência é uma ciência”

Domingo, dia 25, amanheceu chovendo a cântaros. Pensei comigo mesmo: como será que estará a drenagem do “Uberabão”, gramado que tive o prazer de pisar no dia de sua inauguração. Era uma...

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:28
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Domingo, dia 25, amanheceu chovendo a cântaros. Pensei comigo mesm como será que estará a drenagem do “Uberabão”, gramado que tive o prazer de pisar no dia de sua inauguração. Era uma quarta-feira, à noite. Naquele dia, USC e Naça faziam um jogo amistoso. Foi uma guerra, ninguém queria perder. Hoje, neste momento, entendo que Deus queria que fosse 0 x 0, e assim foi. Um jogo disputado com lisura e de grandes emoções. A responsabilidade de vencer era de ambas as equipes. Todos os jogadores que ali estavam queriam de alguma maneira ficar na história de seus clubes, e na mente de seus torcedores. Todos queriam sair vencedores no primeiro clássico no Estádio Municipal. Para o bem do futebol de Uberaba, o empate sem gols foi o que Deus reservou para as duas equipes. Qualquer torcedor do USC ou do Nacional que quer reviver grandes jogos, grandes rivalidade, entende o quanto isto se faz necessário para o bem do nosso futebol. Num futuro bem próximo isto poderá ser revivido, é o que desejo.   Duas horas da tarde cheguei ao Uberabão, perguntei pelo jogo preliminar e fui informado que, devido às chuvas, Marcelo Rosseti achou por bem poupar o gramado. Fui ao Marcelo e indaguei: “meu amigo, como está a drenagem”? De pronto Marcelão respondeu: “Luiz, o Uberaba treinou aqui durante toda a semana, o gramado está perfeito. Mesmo no sábado chuvoso, como no domingo pela manhã, com bastante chuva, o gramado passou por nova drenagem, mostrou que, a partir de agora, vai sempre estar em condições perfeitas para a prática de um grande jogo”. Parabéns Marcelão.   Três horas da tarde, mais uma surpresa, chegou a informação que o Maycon deixou o esquema de três zagueiros, sacou o Anderson e optou por sair jogando com o rápido Augusto César.   Bem, opção feita, vamos pro jogo, bola no centro do campo, torcedores nervosos, ansiosos. Nas arquibancadas duas torcidas organizadas, que nos últimos 30 dias viveram momentos alegres em BP, acompanhando os treinos diariamente, acreditando que 2009 pode ser bem melhor que 2008.   Sendo assim, os quinze minutos iniciais, o USC foi para definir, logo aos três minutos Biro Gomes acertou a trave, sufoco total, mas a bola caprichosamente não entrou.   Vinte minutos, o Ituiutaba começou a respirar. Passou a valorizar a posse da bola. A partir deste momento, seu treinador Amauri Knevitz percebeu que Rogerinho (lateral esquerdo do USC) avançava muito, sacrificando o volante Bruno e o zagueiro Rogério, e pela esquerda o “Boa” chegava com perigo, e por três vezes seguidas acertou as traves do bom goleiro Lailson. Assim as balizas deixaram tudo no 0 x 0. Intervalo, são 15 minutos para serem feitas as devidas correções. Como passam rápido estes minutos. Sempre fica algo a ser corrigido.   No segundo tempo o USC tirou Bruno Camargo, entrando Maurício. Na minha cabeça acho que o Bruno sentiu o peso do gramado. Aí fiz a pergunta só para mim. Não seria melhor usar o Michel. Com o Michel mais adiantado, o Augusto Cesar poderia receber a bola em profundidade no mano a mano, e rápido como mostrou, arrematar ou mesmo acional o Fidalgo que até então ficava preso dentro da área, recebendo a marcação do volante Machado que dava o primeiro combate.   Cinco minutos do 2º tempo, pensei comig futebol é inexplicável. O treinador Amauri do Boa recuou praticamente toda sua equipe, deixando dois atacantes velozes se revezando na frente. Um pelo lado direito, outro pelo lado esquerdo. Assim o USC adiantou seu meio de campo, tanto Maurício como Gabriel, com a entrada de Michel, eram os jogadores que mais tocavam na bola. O Ituiutaba começou a fazer marcação setorizada, nas bolas divididas. Seus jogadores rebatiam a bola, como na gíria do futebol, para onde o nariz apontasse.   Aos 15 minutos do segundo tempo comecei a sentir que o meio de campo do USC, com a posse da bola, não conseguia arrematar, poucas bolas chegavam no Augusto César. O USC mantinha um falso domínio. Senti que algo poderia acontecer, olhei para o banco do Ituiutaba e vi o Amauri acenando pro Marquinhos (10), capitão do Boa, indicando-lhe pra partir para cima. Agora Marquinhos tinha que adiantar e tentar resolver. Assim o “Boa”, de dominado voltou a igualar o jogo.   Como paciência é uma ciência, o Ituiutaba, aproveitando-se disto trabalhou uma bola na entrada da área e, já dentro da pequena área, num bate rebate, caprichosamente a bola sobrou pro atacante do Ituiutaba, que só fez tocá-la para o gol. Boa 1x 0. Quem já esteve dentro de uma competição tão importante como o Campeonato Mineiro, sabe e sente que tomar um gol aos 20 minutos do 2º tempo, é como errar um gol sem goleiro. Muitos sentem as pernas pesadas, muitos sentem que o mundo vai desabar, as forças se reduzem. Senti o Balduíno querendo resolver a qualquer preço. Maurício nervoso. Michel gesticulando à procura de um companheiro bem marcado, mas amigos, o USC foi derrotado por uma equipe bem treinada, um time sem uma estrela, um time novo, que se voltar (ainda é prematuro dizer) a fazer um bom campeonato não será novidade.   O técnico Michael Robin tem dito a todo instante que a equipe é boa, eu particularmente também acho que é possível arrumar. Acabou a ansiedade da estreia. Esta semana terá que ser proveitosa. Não é momento de desespero, agora é a hora de consertar os erros, chutar mais, conversar mais e ter a paciência que é uma ciência. Diante do Guarani de Divinópolis, o USC sempre consegue bons resultados. Espero que a escrita seja mantida.   Em temp Laílson, que defesa no 2º tempo, na cabeçada do zagueiro do “Boa”. Parabéns, você para mim foi o melhor do jogo.

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