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PCC – Primeiro Comando de Conquista

Caro leitor, continuo respirando pela graça e com a graça do Criador, não tem sido nada fácil...

Leuces Teixeira
Publicado em 31/01/2013 às 08:53Atualizado em 19/12/2022 às 14:59
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Caro leitor, continuo respirando pela graça e com a graça do Criador, não tem sido nada fácil. Pelo que tenho visto e ouvido ultimamente, dá vontade de meter os pés pelas mãos. O tema acima intitulado é uma brincadeira que venho fazendo há muito tempo. Vou tentar explicar: tudo o que acontece no mundo do crime, e a coisa fica difícil de resolução, daí não tem outro caminho, debita a conta no PCC. Fica muito fácil colocar a culpa no PCC, daí vem a minha piadinha, ou seja, a sigla em questão tem tudo a ver com o primeiro comando de Conquista, digo mais, primeiro comando de Coromandel, primeiro comando do Casqueirado de Conceição das Alagoas, primeiro comando da Capelinha do Barreiro, e por aí vai. Os PCCs são muitos. É claro e evidente que estou fazendo uma paródia. Tenho o maior respeito e simpatia pelas localidades mencionadas, mas, tratando-se de investigação criminal e o negócio começa a desandar, colocam a culpa nas localidades que começam com “C”, tem mais: Corumbá, Cuiabá, Caieiras, enfim, é o maldito do PCC!!! Não estou querendo dizer que o PCC – Primeiro Comando da Capital – não existe, é claro que existe, já matou muita gente, sim, e vai continuar matando. Mas, basta acontecer um episódio de monta no mundo do crime e querer colocar a culpa no mesmo tem uma distância enorme. Digo desta maneira tendo em vista as inúmeras prisões ilegais e absurdas que vêm ocorrendo por este Brasil afora, mais ainda, quebras de sigilos telefônicos desnecessários. Ao final da instrução criminal ou muito antes, os acusados são liberados e até mesmo absolvidos. Cito um exemplo que ocorreu bem perto de nós, muito recente. Oito pessoas foram presas temporariamente. Logo em seguida, esta prisão converteu-se em preventiva, tudo isso ao argumento de que esses elementos teriam praticado um homicídio consumado e outro tentado. Pois bem, antes da decisão que mandaria todos para o júri popular, o ilustre Promotor, de forma muito objetiva e inteligente, argumentou que cinco deles não deveriam enfrentar o Tribunal Popular – júri – pois estava devidamente convencido da não participação destes. O juiz do processo acatou os argumentos, ou seja, cinco acusados sequer enfrentaram o júri. Os três acusados remanescentes, todos, submetidos ao júri popular, repito, todos foram absolvidos por negativa de autoria. No começo da investigação, todos eram elementos perigosos e integrantes do PCC, três acusados, por mais de dois anos encarcerados indevidamente. Pergunt quem vai pagar a conta? De que forma? Foram execrados quando do início da investigação. Um deles foi conhecer a filha na penitenciária, pois, quando de sua prisão, sua esposa estava grávida. É... ando com a bolsa escrotal cheia com essa história de PCC em nossa cidade. Nem tudo está perdido, ou seja, o ilustre e competente Delegado Regional em Uberaba, Dr. Francisco Gouvêa, indagado pelo jornalista Paulo Sarkis sobre a existência do PCC na nossa urbe, não titubeou, a resposta foi negativa. Ilustre Delegado, o Senhor está de parabéns, pois coaduno com a sua afirmativa. Na qualidade de advogado criminalista, nunca soube da existência dessa organização na terra de Major Eustáquio. Ops, em tempo, aqui, pccc, primeiro comando de chinelo caipira!!! Fuiiiiiii.

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