"O perfume de um espírito adolescente..." como disse o Nirvana. Poesia jovem, de rock recente, para o contexto do mundo. Um espírito perfumado, e adolescente. Invisível certamente, mas que existe na sua vibração, no seu vigor. Nada tão sensível, trepidante e com vigência como que o tempo da adolescência no caminhar vivo, consciente, sem torpor.
Mais que isso é o que estimula o perfume.
Assim sugere o poeta, que o espírito e a alma possam perfumar, ao ponto de alguns até dizerem que pelo perfume apresentam-se os seres do infinito aos nossos seres. Então há muito perfume mostrando, no invisível, o seu existir. Não só o que se põe tato existe, é seguro. Não se pode prender a isso.
Perfuma a rosa linda, bela, exuberante, como também perfuma a flor singela buscando a atenção para seu ser. Perfuma a mulher, trazendo do invisível da natureza os odores do Senhor. E ainda perfuma toda fina ardente no cio do seu amor. Perfume é o que se produz em exercício vital, como atos, tal qual.
E de perfume em perfume vai se constituindo um invisível elo, um anel que não se apalpa, mas que incide, penetra, forte, existente, mesmo sem matéria, sem toque, sem cor. Une, atrai, diz sem falar.
Perceptível como o perfume, pelo seu jeito invisível, mas presente, seco ou doce, no vapor, que não se pega, de que não se reclama encostar, que não postula o tanger concreto, são os efeitos do amor.
Desse jeito vamos virando, perfumados ou sem odor. Fedidos seguem alguns, sem a alma leve e incandescente de amor.
Afinal, tudo que é abjeto prossegue sem cheiro de flor.
Exale perfume, sinta perfume. Perfume-se, para ser parte da construção do Senhor.
Passe amor, o invisível perfume do Senhor.
Afinal, já ouvi, mãos que levam carinho, mãos que levam amor, são como mãos que levam rosas "perfumadas" ao Senhor.