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Piau: dê nome aos bois!

Ando atento aos recentes acontecimentos

Leuces Teixeira
Publicado em 07/11/2013 às 20:43Atualizado em 17/12/2022 às 09:39
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Ando atento aos recentes acontecimentos no tocante à polêmica dos remédios fornecidos pelo município, principalmente quando decorre de ordem judicial. Primeiramente quero esclarecer que tenho o direito de entrar na discussão, apesar de atuar na advocacia criminal, trabalho com outros advogados que atuam na área cível. E mesmo se fosse o contrário, iria escrever do mesmo jeito. Entendo, salvo melhor juízo, que a situação caminhou e está caminhando para onde não deveria. Ninguém, em sã consciência, desconhece os desmandos e os descompassos praticados pelos nossos governantes em todos os níveis. Sem demagogia e hipocrisia, temos um atendimento em nível hospitalar e ambulatorial adequado e satisfatório em nosso município para aqueles desprovidos de um ótimo plano de saúde? A resposta é não! Não temos sequer onde colocar os encarcerados que necessitam de cumprir medidas de segurança; digo mais: temos precárias condições de internamento para os viciados – em todos os níveis. O que estou dizendo é fato. Na área de segurança, estamos vivenciando uma situação jamais imaginada. Basta abrir o Jornal da Manhã, praticamente todos os dias deparamos com todos os tipos de violência em nossa cidade e região. Quantas pessoas morreram de dengue em nossa cidade este ano? Quantas morrerão no ano que vem? Alguma medida judicial foi tomada para exigir responsabilidade de quem de direito? Tem gente morrendo nas UPAs por falta de atendimento? Aliás, em algumas situações, nossas UPAs deveriam ser chamadas não de unidades de pronto-atendimento, mas sim de pronto-falecimento, me desculpe pela sinceridade. Já disse nesse espaço que votei no prefeito Paulo Piau, mais ainda, que não arrependi; quero que chegue ao final do seu mandato e possa estar defendendo a mesmo posição – do não-arrependimento. Todavia, peço ao ilustre alcaide que reflita sobre a declaração no sentido de existir uma indústria de liminares, ou, ainda, profissionais do Direito numa situação de verdadeiro aproveitamento com o sofrimento alheio. Não é essa a questão, ou seja, quando um advogado faz um requerimento em juízo, o mesmo vai alicerçado numa procuração e documentos entregues pelo cliente; sabedor de que vai existir o contraditório, inclusive, dependendo do caso, com a devida fiscalização do Ministério Público. Não quero crer e imaginar que um advogado postule numa demanda dessa estirpe, inventando situações inexistentes e tentando induzir o magistrado ao erro. Tem que ser muito ingênuo, para não mencionar outro adjetivo inaudível neste espaço. Todavia, quero também acreditar que o nosso prefeito esteve num dia infeliz quando colocou os advogados que militam nessa área na mesma cumbuca. Uma coisa quero deixar bem claro, com o devido respeit caso militasse nesse segmento da advocacia, não titubearia, num segundo sequer, em interpelar judicialmente Paulo Piau. Senhor prefeito, tenho o maior respeito e admiração por sua pessoa, há excelentes profissionais do Direito em sua assessoria; caso exista alguma irregularidade, denuncie, dê nome aos bois. Do contrário, peça desculpas, ou diz que foi mal interpretado, nossa OAB merece respeito. Na vida política isso é possível de ocorrer! Grande abraço, quero, ao final do seu mandato dizer de peito aberto que não me arrependi de ter votado em Paulo Piau Nogueira para prefeito de nossa cidade!!!

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