A coisa pública é um conjunto de bens, móveis e imóveis, materiais e imateriais
A coisa pública é um conjunto de bens, móveis e imóveis, materiais e imateriais, pertencentes a todos os cidadãos, independentemente de religião, cor, sexo ou partido, sendo gerida por representantes políticos previamente escolhidos e eleitos através de voto direto.
Cabe a estes administradores públicos a prática de atos executivos, funcionais, capazes de promover a gestão dos recursos recebidos, em sua maior parte, através do pagamento de tributos, desembolsados pelos próprios beneficiários, e deles promover o bem estar dos brasileiros, fazendo cumprir a atenção a direitos básicos, como educação, saúde, segurança, transporte, moradia, como por tantas vezes repetimos.
O Caixa governamental capaz de manter suas despesas deve nascer de um orçamento equilibrado, uma receita econômica sólida, e de uma ordem econômica lastreada no princípio da Livre Iniciativa, ou seja, da oportunidade para de todos exercerem livremente qualquer espécie de atividade econômica voltada para a produção e circulação de bens e de serviços.
Trata-se de uma ciranda contínua, onde quem investe em produção naturalmente gera empregos aos trabalhadores, e estes através dos seus salários consomem, o mercado aquece, e o governo, por fim, arrecada. Nesta esteira econômica se obtém receita sustentável e capaz de manter o bem estar social de qualquer País.
Conclui-se facilmente que fechar os olhos para a Livre Iniciativa e promover tão somente um assistencialismo “artificial”, e utilizar a verba pública para fins ilícitos, como a corrupção, além de manchar a imagem do Estado, trava os mecanismos de produção de renda, e por consequência leva à crise econômica.
Em momentos assim, o Banco não empresta, o empresário não produz e demite, o consumidor não compra, o governo não arrecada, e o pior, o desemprego e inflação aparecem como sintomas principais deste descontrole político-econômico.
Diante da crise, movimentos sociais e alguns partidos políticos mobilizam um movimento social em várias partes e regiões do Brasil, na tentativa de chamar a atenção da população para uma mudança de rumo político, e o reencontro da gestão da coisa pública que navega em um barco, aparentemente, à deriva... Pode ser a gota d’água.