(Foto/Divulgação Redes Sociais)
Seis pessoas morreram após uma lancha bater contra um píer e virar na noite de sábado, dia 21, no Rio Grande, na divisa entre Sacramento e Rifaina. As vítimas retornavam de um show de pagode realizado em um bar flutuante.
A embarcação transportava 15 pessoas que seguiam para o rancho onde estavam hospedadas. O acidente aconteceu já durante a noite, quando a lancha colidiu contra um píer que não tinha iluminação nem sinalização noturna.
Com o impacto, parte dos ocupantes foi arremessada para o rio. A embarcação virou e algumas vítimas ficaram presas sob o casco. Seis pessoas morreram por afogamento, entre elas uma criança de 4 anos e a mãe.
O evento havia sido realizado no Único Floating Bar. Segundo o estabelecimento, a festa começou por volta das 12h e terminou às 20h. Em nota, o bar informou que não funcionou no domingo, dia 22, em respeito às vítimas e aos familiares.
De acordo com a Polícia Militar, o condutor da lancha era Wesley Carlos da Costa, de 45 anos. Ele também morreu no acidente. Ainda segundo a PM, ele não possuía habilitação náutica para conduzir embarcações de pequeno porte.
Quando equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar chegaram ao local, três corpos já haviam sido retirados da água por testemunhas e pela Guarda Municipal de Rifaina. Outros três foram encontrados por um mergulhador amador que auxiliou nas buscas. O trabalho de resgate foi encerrado por volta das 4h30.
Três sobreviventes foram levados para atendimento médico em Rifaina e liberados posteriormente. Outras seis pessoas não apresentavam ferimentos aparentes. Apenas três vítimas utilizavam colete salva-vidas no momento do acidente.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Araxá e identificados na manhã de domingo, dia 22. As vítimas, todas moradoras de Franca, em São Paulo, são Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, de 40 anos; Marina Rodrigues Matias, de 22 anos; Wesley Carlos da Costa, de 45 anos; Erica Fernanda Leal Lima, de 40 anos; Viviane Aparecida Aredes, de 35 anos; e Bento Aredes Ferreira, de 4 anos.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da delegacia de Sacramento. A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná também instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas e possíveis responsabilidades. O prazo inicial para conclusão é de 90 dias, podendo ser prorrogado.