POLÍCIA

Acusado de feminicídio tenta pular de passarela em Uberlândia

O homem teria matado a companheira em Uberaba, no domingo, e após fugir foi para Uberlândia, onde tentava tirar a própria vida na madrugada de ontem

Carlos Paiva
carlospaiva@globo.com
Publicado em 10/08/2022 às 20:09Atualizado em 18/12/2022 às 21:16
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Foto/Jairo Chagas

Mulher foi encontrada morta, em casa, pelo irmão dela, na manhã de domingo, na Vila Militar

O homem, de 33 anos, acusado de matar a dona de casa Erika Lima Pereira, de 37, na manhã de domingo (7), na rua Comandante Meira Júnior, Vila Militar, em Uberaba, tentou tirar a própria vida em uma passarela na avenida Paulo Roberto Cunha Santos, bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia, a cerca de 110 quilômetros de Uberaba, na madrugada de ontem.

Guarnições da Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros (CBM) levaram cerca de três horas para convencê-lo a não pular. Ele foi levado para atendimento médico-hospitalar e, no fechamento desta matéria, ainda se encontrava hospitalizado, sob escolta policial.

Segundo informações, policiais militares da 171ª e 92ª Companhias do 62º BPM de Uberlândia encontraram o acusado de feminicídio em cima da passarela, em frente ao Terminal Rodoviário Castelo Branco, o qual dizia a todo momento que iria suicidar-se. Um oficial da PM passou a conversar com o acusado até a chegada do CBM.

Em seguida, chegaram cinco equipes de bombeiros militares e a oficial começou a dialogar com o acusado, no intuito de convencê-lo a desistir de atentar contra a própria vida, pulando da passarela.

Ainda de acordo com as informações, foram mais de três horas de conversa, até que o homem desistiu do intento e foi socorrido até a Unidade de Pronto Atendimento Integrado (UAI) do bairro Martins.

Ele conversou com policiais militares e afirmou ter sido o autor do feminicídio contra Érika Lima Pereira, ocorrido em Uberaba. Disse também que matou a mulher com vários golpes de pau e de faca e em seguida fugiu.

O homem relatou, ainda, que só fugiu para Uberlândia na terça-feira (9) por conta do propósito de cometer suicídio longe de seus familiares.

Inicialmente, ele ficou internado e sob escolta policial na UAI, pois se trata de procedimento padrão para quem tenta contra a própria vida. Em seguida, ele seria transferido para Hospital de Clínicas da UFU para avaliação com especialista.

Os pertences pessoais do acusado de feminicídio, como carteira, bolsa, telefone, dentre outros, foram entregues para o irmão dele.

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