Jonathan Pereira do Prado foi condenado pela morte de Kelly Cadamuro, em novembro 2017; sentença proferida pelo juiz de Frutal passa de 45 anos de prisão
Reprodução
Kelly Cristina Cadamuro desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado
Jonathan Pereira do Prado foi condenado pela morte da estudante Kelly Cadamuro após combinar carona pelo WhatsApp. A sentença foi preferida pelo juiz Gustavo Moreira nesta quarta-feira (19), em Frutal. O réu está preso desde o dia 3 de novembro.
O crime foi cometido em novembro após os dois combinarem uma carona por meio de um grupo na rede social e chocou a população do Triângulo Mineiro pela crueldade empregada na execução. As investigações apontam que Jonathan enforcou a vítima, amarrou seus braços para trás com uma corda premeditadamente levada na mochila e mergulhou a cabeça dela no Ribeirão Marimbondo, que passa às margens da MG-255, em Frutal. Ele foi indiciado por latrocínio – roubo seguido de morte – ocultação de cadáver, e estupro.
O promotor do caso alegou que o autor induziu a vítima a aceitar a carona, afirmando que estaria acompanhado de uma namorada, que sequer existia. O autor teria usado cocaína e bebida alcoólica para se encorajar a cometer o crime. No entendimento do juiz Gustavo Moreira, a reconstituição do crime, seguida da confissão de Jonathan, “não deixa dúvidas quanto à autoria dos delitos denunciados no inquérito policial”. Por isso, fixou a pena dele em 42 anos, 11 meses e sete dias de reclusão em regime fechado e a mais dois anos, 11 meses e sete dias em regime semiaberto. Durante o processo, ele apontou a participação de outra pessoa no crime e negou participação efetiva no crime. O processo corre em segredo de Justiça.
Outros dois homens que ficaram com o celular, rodas e pneus do veículo, também foram condenados. W.L.C. foi sentenciado a dois anos e seis meses de reclusão e a outros dois anos e oito meses de detenção. Já D.T.S. a três anos, quatro meses e oito dias de reclusão.
A estudante de radiologia desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado. Kelly participava de um grupo de carona no WhatsApp e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. O corpo da estudante foi localizado em um córrego entre Itapagipe e Frutal.
*Com informações do Estado de Minas
Leia mais: