POLÍCIA

Acusado de matar jovem após combinar carona por WhatsApp é condenado

Jonathan Pereira do Prado foi condenado pela morte de Kelly Cadamuro, em novembro 2017; sentença proferida pelo juiz de Frutal passa de 45 anos de prisão

Publicado em 19/09/2018 às 14:17Atualizado em 17/12/2022 às 13:40
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Reprodução

Kelly Cristina Cadamuro desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado 

Jonathan Pereira do Prado foi condenado pela morte da estudante Kelly Cadamuro após combinar carona pelo WhatsApp. A sentença foi preferida pelo juiz Gustavo Moreira nesta quarta-feira (19), em Frutal. O réu está preso desde o dia 3 de novembro.

O crime foi cometido em novembro após os dois combinarem uma carona por meio de um grupo na rede social e chocou a população do Triângulo Mineiro pela crueldade empregada na execução. As investigações apontam que Jonathan enforcou a vítima, amarrou seus braços para trás com uma corda premeditadamente levada na mochila e mergulhou a cabeça dela no Ribeirão Marimbondo, que passa às margens da MG-255, em Frutal. Ele foi indiciado por latrocínio – roubo seguido de morte – ocultação de cadáver, e estupro.

O promotor do caso alegou que o autor induziu a vítima a aceitar a carona, afirmando que estaria acompanhado de uma namorada, que sequer existia. O autor teria usado cocaína e bebida alcoólica para se encorajar a cometer o crime. No entendimento do juiz Gustavo Moreira, a reconstituição do crime, seguida da confissão de Jonathan, “não deixa dúvidas quanto à autoria dos delitos denunciados no inquérito policial”. Por isso, fixou a pena dele em 42 anos, 11 meses e sete dias de reclusão em regime fechado e a mais dois anos, 11 meses e sete dias em regime semiaberto. Durante o processo, ele apontou a participação de outra pessoa no crime e negou participação efetiva no crime. O processo corre em segredo de Justiça.

Outros dois homens que ficaram com o celular, rodas e pneus do veículo, também foram condenados. W.L.C. foi sentenciado a dois anos e seis meses de reclusão e a outros dois anos e oito meses de detenção. Já D.T.S. a três anos, quatro meses e oito dias de reclusão.

A estudante de radiologia desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado. Kelly participava de um grupo de carona no WhatsApp e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. O corpo da estudante foi localizado em um córrego entre Itapagipe e Frutal.

*Com informações do Estado de Minas

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