Concluído o inquérito policial que apurava o homicídio de Jefferson Murilo Nascimento de Oliveira, 18 anos, ocorrido no dia 30 de dezembro
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Jefferson Murilo, de 18 anos, morreu por causa de dívida de R$ 150
Concluído o inquérito policial que apurava o homicídio de Jefferson Murilo Nascimento de Oliveira, 18 anos, ocorrido no dia 30 de dezembro do ano passado, no bairro Conquistinha II, em Uberaba, na casa onde a vítima morava com a família. A investigação comprovou que o acusado F.R.R.A entrou armado no quarto de Jefferson, onde ele estava deitado e desferiu cinco tiros na cabeça da vítima.
O criminoso foi indiciado por homicídio doloso duplamente qualificado pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Como o acusado não estava em situação de flagrante, ele foi ouvido e liberado. Os autos foram encaminhados à Justiça e ao Ministério Público que vão analisar como irão processar o acusado. Ele pode responder em liberdade ou ser preso.
Segundo Ciro Outeiro Moreira, delegado de Homicídios, o acusado se apresentou espontaneamente. “Ele disse que tem transtorno psiquiátrico, mas a gente identificou que ele teve consciência na conduta. Após cobrar dívida e não receber, o acusado invadiu a casa e atirou enquanto a vítima dormia”, contou.
O acusado, que tem passagens por tráfico de drogas, confessou o crime, mas alegou legítima defesa. “Ele alega que foi na casa do Jefferson e o mesmo sacou uma arma; só que a vítima estava deitada. Antes do crime, ele vinha cobrando o Jefferson insistentemente e até agrediu e colocou arma de fogo na cara dele; e ainda o fez ficar de cueca na rua”, finalizou o delegado.
Dívida de R$ 150 motivou homicídio. Segundo informações, a motivação do homicídio foi por causa de uma dívida que a vítima tinha com o acusado no valor de R$ 150. O acusado chegou a dar esse valor para a vítima em troca de um crédito de um Fundo de Garantia, mas a vítima falou que perdeu o documento e não seria possível resgatar o dinheiro. Jefferson havia dito ao acusado que possuía o valor de R$ 300 depositados no banco, referentes a este Fundo de Garantia. Segundo informações da família da vítima, quando o suspeito foi sacar o pagamento, o dinheiro estava retido.