Jairo Chagas/Arquivo
Na ocasião da morte da criança, a perícia constatou vestígios que indicam que ela foi vítima de violência
A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão ontem de homem, de 34 anos, apontado como principal suspeito da morte de Miguel Lázaro de Souza, de 3 anos. Ele era padrasto da vítima e a criança morreu em julho de 2019, no bairro Cidade Nova.
Segundo o delegado Cyro Moreira, o suspeito foi preso no bairro Residencial 2000 após denúncia anônima apontar a localização dele à Polícia Militar. Agentes foram até o local, questionaram a moradora, que não autorizou a entrada dos policiais. Foi montado cerco bloqueio e acionada a PC, que apresentou mandado de busca e apreensão. Após averiguação no interior do imóvel, o suspeito foi localizado dentro de um buraco.
Reportagem do Jornal da Manhã falou com a advogada Berta Fonseca, da defesa do suspeito. De acordo com ela, o padrasto da vítima é inocente. Perícia sobre aplicação do luminol reagiu partículas de ferro que não são de sangue humano e aponta que o mandado de prisão temporária não se sustenta, pois o cliente se apresentou de forma voluntária por duas vezes e não atrapalhou as investigações. Conforme Berta, o homem se manteve foragido por temer possíveis agressões dentro do presídio.
Cyro Moreira, no entanto, apontou que o inquérito seguiu os devidos trâmites e a Justiça ratificou o pedido de prisão. Sobre a aplicação do luminol, o delegado rebateu afirmando que foram feitas duas aplicações, sendo que uma delas atesta a presença de sangue humano e outra, não.
A advogada revelou que impetrará pedido de liberdade ao cliente e, caso não obtenha êxito em Uberaba, recorrerá à instância superior.
Na ocasião, a vítima Miguel Lázaro estava em casa na companhia do padrasto e fez necessidades fisiológicas. Segundo o padrasto, ele trocou a fralda da criança e a levou para o lixo; quando retornou para o interior da casa, a criança estava caída. Ele tentou reanimar a vítima, mas não conseguiu e ela morreu. No Instituto Médico Legal, o laudo apontou que a vítima possuía ferimentos recentes no crânio. A mãe e o padrasto de Miguel afirmaram que o ferimento havia acontecido em uma queda na cidade de Uberlândia, dias antes da morte.