Polícia Militar foi acionada em um posto de combustíveis na avenida Deputado José Marcus Cherem na noite de ontem (13), por volta de 23h, por um adolescente. Ele teria abordado o segurança do local para pedir o celular emprestado para acionar o 190, alegando ter sido vítima de roubo.
Aos militares na ligação, o adolescente informou que teria sido abordado por dois indivíduos, os quais ocupavam uma motocicleta Titan 160 de cor prata, sendo que o passageiro, de posse de uma arma de fogo, exigiu a bolsa térmica que ele portava a qual era destinada a entrega de produtos do gênero alimentício. Segundo ele, na bolsa havia cerca de R$80 em mercadorias e em um dos bolsos da referida bolsa teria a quantia de exatos R$200 em dinheiro, que seria o valor recebido por outras entregas.
Já no local, o adolescente disse que trabalha com venda de gêneros alimentícios (lanches e macarrões), através do aplicativo iFood; que morava sozinho e que ele mesmo prepara e entrega os produtos. Ele ainda explicou que para a entrega utiliza uma bicicleta motorizada, acrescentando que aprendeu tal ofício com o pai, que é proprietário de uma lanchonete no bairro Planalto.
Ainda de acordo com ele, que por volta de 22h55 estava indo fazer as últimas entregas do dia e quando passou na rua de trás do terminal do bairro Gameleiras, foi abordado pelos indivíduos a bordo da Honda Titan.
Os militares acharam estranha a situação, considerando que o adolescente estava a menos de cinquenta metros de uma base da Polícia Militar e teria deslocado para um lugar bem distante para solicitar apoio. Diante disso, os militares passaram a questionar o adolescente por maiores detalhes, sendo que ele informou que seu empreendimento está cadastrado no aplicativo iFood.
Em pesquisa sobre o referido nome no aplicativo, foi constatado que não existe; o adolescente então passou a fornecer informações diversas, se contradizendo por várias vezes, chegando a informar que trabalhava como entregador para o pai, e que razão de estar naquele local seria o fato de ter perseguido os autores logo após o fato.
Em dado momento, o adolescente informou que possui uma dívida de R$200, referente ao motor que instalou em sua bicicleta, mas que não possui a referida quantia para saldar tal dívida e então decidiu simular o roubo para proceder o registro e apresentá-lo ao credor para justificar o não pagamento.
Ele disse também que não estava fazendo entregas e que não possui nenhum empreendimento. O adolescente ainda revelou que na verdade reside com sua mãe e que o local que informou, de fato, é sua residência.
Diante da situação, militares foram à residência do adolescente, onde fizeram contato com sua mãe, que informou que ele teria saído de casa há cerca de meia hora, para comprar um refrigerante; que ele não possui nenhum empreendimento que realiza venda de gêneros alimentícios; que inclusive ele teve problemas com entorpecentes, tendo se livrado das drogas há cera de um ano; que não teria dinheiro, inclusive, teria lhe pedido ontem a quantia de R$200.
A bicicleta foi liberada à mãe, a qual deixou aos cuidados de um vizinho. Vale ressaltar que no momento em que o adolescente informou o roubo, foram mobilizados vários recursos no turno, que iniciaram diligências no intuito de localizar os autores do fato inverídico ora informado. Diante dos fatos o menor foi apreendido por falsa comunicação de crime, e encaminhado à delegacia de plantão, ficando à disposição da autoridade policial para demais providências. A mãe do menor acompanhou e também foi encaminhada à Delegacia de Plantão na condição de representante dele.